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Grupo esquerdista sugere que EUA façam ‘CPI da Amazônia’

Entidade levou dossiê a Joe Biden, denunciando políticas ambientais do governo Jair Bolsonaro

Gabriela Doria - 09/02/2021 21h30 | atualizado em 10/02/2021 10h58

Grupo defende CPI da Amazônia no Congresso dos EUA Foto: Reprodução

O grupo de ativistas Rede dos Estados Unidos para a Democracia no Brasil (U.S. Network for Democracy in Brazil, em inglês) entregou ao presidente norte-americano Joe Biden um dossiê de 31 páginas, com diversas denúncias contra as políticas ambientais do governo Jair Bolsonaro. Coordenado pelo historiador John Green, de 69 anos, o grupo pleiteia que Biden suspenda acordos comerciais e políticos com o governo brasileiro em função de supostas violações a tratados ambientais.

Ao todo, o dossiê é apoiado por centenas de acadêmicos de universidades renomadas dos EUA, além de ONGs e entidades como a Amazon Watch e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

Entre as medidas de retaliação sugeridas no documento, está o corte de repasses para o combate ao desmatamento na Amazônia. Ainda segundo Green, o grupo quer a abertura de uma “CPI da Amazônia” no Congresso dos EUA.

– A ideia é investigar quais são as medidas corretas que os EUA devem implementar para fazer valer as leis em vigor que já proíbem certas irregularidades, como a importação de madeira ilegal. Queremos também avaliar o que podemos fazer como país para respeitar a legislação brasileira que defende a Amazônia e se destina ao combate e prevenção do desmatamento – afirmou Green em entrevista ao DW Brasil.

Questionado sobre se o documento seria uma afronta à soberania brasileira, Green desconversou.

– Não estamos ouvindo o agronegócio, interessado em aumentar o desmatamento e seus lucros. Não seguimos a visão dos setores interessados em exportar madeira e extrair minerais ilegalmente em territórios indígenas sem o consentimento desses povos. Nós queremos criar políticas corretas, que respeitem o Brasil e sua soberania. Não somos a favor de intervenções; estamos apenas ouvindo o que reivindicam os povos indígenas e suas organizações livres de manipulação – afirmou Green.

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