Governo Lula avalia enviar ajuda humanitária para Cuba
Entre os itens que podem ser enviados estão remédios e alimentos
Pleno.News - 13/02/2026 15h42 | atualizado em 13/02/2026 16h13

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda como enviar alimentos e medicamentos a Cuba, diante do risco de agravamento da crise de desabastecimento na ilha, nos últimos dias.
De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o Planalto foi pressionado por setores da esquerda brasileira, como movimentos e sindicatos ligados ao PT, e também passou a ser questionado por integrantes da comunidade diplomática.
A avaliação do governo é fazer um aporte humanitário com alimentos e remédios para mitigar a crise gerada após o governo de Donald Trump anunciar tarifas contra países que comercializarem combustível com Cuba, o que aumentou a pressão sobre o regime. Outro ponto que pesou, foi a prisão de Nicolás Maduro e, desde então, Havana teria deixado de receber petróleo venezuelano.
A avaliação do governo brasileiro é fazer um aporte humanitário com alimentos e remédios para mitigar a crise. A articulação pode envolver o Itamaraty, por meio da Agência Brasileira de Cooperação, além dos ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Agrário.
Em discurso na festa de 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), no último sábado (7), Lula afirmou que o Brasil é solidário ao povo cubano.
– Nós temos que encontrar, enquanto partido, um jeito de ajudar – disse o presidente.
Nos últimos dias, houve cancelamento de voos após o corte do fluxo de petróleo vindo da Venezuela e as ameaças de sanções americanas. A falta de querosene de aviação teria sido comunicada às companhias, que passaram a suspender rotas.
O governo brasileiro vê com preocupação o impacto da escassez de energia e do bloqueio de combustível, principalmente pelo risco de prejuízo ao funcionamento de hospitais.
Cuba já enfrenta apagões há meses e passou a racionar energia e combustíveis. O governo local também suspendeu atividades em repartições públicas e reduziu o funcionamento de escolas para priorizar setores como defesa e saúde.
A Embaixada do Brasil em Havana monitora os acontecimentos e avalia se a crise pode gerar manifestações nas ruas ou algum tipo de instabilidade. Por enquanto, o risco de queda do regime não é considerado imediato.
Leia também1 Adolescentes são apreendidos por matarem cão ao jogá-lo de prédio
2 Ana Paula Valadão integra versão trilíngue de Aclame ao Senhor
3 Viana pede a Mendonça acesso a quebra de sigilo de Vorcaro
4 Transporte público terá operação especial no carnaval do Rio
5 Justiça torna réu ex-piloto após morte de adolescente no DF



















