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Virgínia Martin e Camille Dornelles - 12/04/2019 14h46 | atualizado em 16/04/2019 07h42

Qual a importância que o senhor observa do Estado do Rio de Janeiro se aproximar da Comunidade Evangélica?
O Estado do Rio de Janeiro é uma caixa de ressonância do Brasil. O que nós assistimos aqui hoje foi o lançamento, digamos assim, de uma pedra fundamental, mais uma delas, na aproximação cada vez maior do Brasil com Israel. E a comunidade evangélica hoje teve uma pregação importante sobre o que significa o Judaísmo para o Cristianismo e para o mundo evangélico. Então, foi diante desse contexto que, nós, aqui hoje, assistimos a uma sinalização da importância do Estado do Rio de Janeiro, que é um farol para o Brasil.

E eu me orgulho muito de ter sido escolhido pelo povo do estado para ser o governador que vai reerguer, ressuscitar o nosso estado da calamidade financeira e crise moral em que nos encontramos. Deus me deu uma missão e nós vamos cumprir com louvor, porque o meu amor por esse povo é um amor incondicional e a recompensa tem sido ver, aos pouquinhos, nosso trabalho ser reconhecido e dando resultados. Estou muito feliz por estar aqui hoje, por ter recebido as orações de tantos pastores, tantos líderes religiosos que me disseram que, nas suas igrejas, todos os dias estão orando por nós, pelo governo e pelo Estado do Rio de Janeiro. Isso me deixa extremamente feliz porque o resultado está aparecendo. E é pela fé e pela força das orações.

O senhor percebe que o eleitorado evangélico teve uma diferença grande na sua eleição?
Certamente. Vamos dizer do povo cristão, porque eu também tenho uma ligação muito forte com a Igreja Católica. Eu sou católico e o povo cristão é a grande maioria. É um povo contra a corrupção, que quer a paz, que quer uma pessoa equilibrada no poder, que espera que as famílias sejam preservadas. Portanto, um povo que tem o rigor de seus costumes, mas ao mesmo tempo quer um país pujante, quer uma economia que gere empregos, oportunidades, que nós tenhamos condições de oferecer um futuro melhor para os nossos filhos. E é a esse povo que agradeço e quero estar sempre próximo para que fortaleça cada vez a minha fé e os resultados que a gente tem para obter.

Hoje tivemos a presença de muitas lideranças evangélicas e também líderes políticos de direita. O que o senhor pensa sobre os eventos que os partidos de esquerda estão tentando promover também neste contexto? Por exemplo, o PT começou a fazer eventos com lideranças evangélicas. Como o senhor avalia esse tipo de aproximação da oposição?
As lideranças evangélicas vão, certamente, orar por eles e eles vão acabar virando de direita (risos).

O senhor acredita que, em breve, o presidente Jair Bolsonaro vai decretar Jerusalém como capital de Israel?
Isso é uma questão que ele tem que avaliar. Evidentemente, deve pensar nas repercussões internacionais, conversar muito com todos aqueles que não concordam. Mas a decisão cabe a ele. Eu não posso manifestar a minha opinião. Como cidadão, eu até poderia, mas como governador, me cabe simplesmente observar. Se for chamado para opinar pelo presidente, eu vou falar. Como ele não perguntou a minha opinião, e não deveria mesmo perguntar, é uma decisão de Estado. Mas se ele quiser ouvir minha opinião, eu estarei à disposição. Aí nós sentamos e conversamos.

O senhor acredita que é melhor reconhecer Jerusalém? O que pensa sobre a aproximação do Rio de Janeiro com Israel, principalmente na área de tecnologia?
Aproximação é importante, mas há muitas questões internacionais que precisam ser refletidas. A resistência árabe, a comunidade palestina… Existe todo esse contexto que também precisa ser pensado. Jerusalém é uma cidade de todos. O que nós vimos em Jerusalém é que a Igreja do Santo Sepulcro é dividida em várias denominações que fazem seus cultos. Jerusalém tem essa característica. Então, é preciso compreender isso.

A decisão de levar a Embaixada para Jerusalém ou instalar um escritório ali é uma decisão política muito importante, mas tem que ser avaliada em todos os seus aspectos. Em relação ao respeito, também há outras instituições, outras nações, que também reclamam Jerusalém como sua capital religiosa. A importância do povo de Israel, para nós, está mais do que assegurada. E a questão da Embaixada é uma decisão política.

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