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Gilmar Mendes: ‘Moro é uma figura que me causa pena’

Ministro do STF fez duras críticas ao ex-juiz da Lava Jato

Gabriela Doria - 10/02/2021 17h40 | atualizado em 10/02/2021 18h26

Ministro Gilmar Mendes diz ter “pena” de Sergio Moro Foto: Agência Senado/Jane de Araújo

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a tecer duras críticas ao ex-ministro da Justiça e ex-juiz federal Sergio Moro. Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta quarta-feira (10), Gilmar declarou que “Moro criava suas próprias regras”.

Um dos ministros que votou favoravelmente a Lula quanto a liberar o acesso do ex-presidente a mensagens vazadas da Lava Jato, Gilmar foi questionado se seu voto não teria intenção de constranger o ex-juiz.

– Ele é uma figura que me causa pena. Eu não sei qual desfecho as instituições darão a esse imbróglio. É muito fácil fingir que não houve nada. Como os tribunais vão explicar que tenha acontecido isso nas barbas deles? Nós todos erramos – reconheceu.

MORO LAMENTA DECISÃO DO STF
Após a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) validar o compartilhamento de mensagens obtidas na operação Spoofing com a defesa do ex-presidente Luiz Inácio da Silva, o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, manifestou-se. Em nota, ele lamentou a decisão e disse que nenhuma das mensagens apresenta “qualquer ato ilegal ou reprovável”.

– Lamenta-se que supostas mensagens obtidas por violação criminosa de dispositivos de agentes da lei possam ser acessadas por terceiros, contrariando a jurisprudência e as regras que vedam a utilização de provas ilícitas em processos. Nenhuma das supostas mensagens retrata fraude processual, incriminação indevida de algum inocente, sonegação de prova, antecipação de julgamento, motivação político-partidária, quebra da imparcialidade ou qualquer ato ilegal ou reprovável – escreveu o ex-juiz da operação Lava Jato.

Os ministros negaram um recurso apresentado por procuradores que integraram a força-tarefa da operação Lava Jato contra a liberação de diálogos obtidos por hackers a Lula. Os ministros negaram o pedido e validaram o acesso à defesa do ex-presidente.

Após a decisão, Moro chamou a operação Lava Jato de um “marco no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro no Brasil” e lembrou que o trabalho “exigiu uma grande dose de sacrifício pessoal dos indivíduos que nela atuaram”.

– A operação Lava Jato foi um marco no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro no Brasil e, de certo modo, em outros países, especialmente da América Latina, colocando fim à generalizada impunidade destes crimes. A Operação Lava Jato foi um trabalho institucional, envolvendo todo o sistema de Justiça e órgãos acessórios. Também exigiu uma grande dose de sacrifício pessoal dos indivíduos que nela atuaram – disse Moro.

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