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Fiocruz suspende produção de vacinas por atraso da China

A fundação é responsável pela produção do imunizante Oxford/AstraZeneca

Pleno.News - 15/05/2021 08h36 | atualizado em 15/05/2021 09h14

Produção de vacinas contra a Covid-19 ficará suspensa por alguns dias Foto: EFE/Bienvenido Velasco

A Fiocruz, responsável pelo imunizante Oxford/AstraZeneca, anunciou que vai interromper a produção por “alguns dias” na próxima semana à espera de insumos vindos da China – a previsão de entrega é no dia 22. As paralisações comprometem a vacinação no país.

Problemas na entrega da Coronavac já atrasaram a segunda dose em diversos estados. Nesta sexta-feira (14), o Butantan entregou o último lote, de 1,1 milhão de unidades, antes de parar todas as etapas da linha de produção por falta de matéria-prima. Para maio, o instituto previa entregar ao Ministério da Saúde 12 milhões de doses, mas reduziu a previsão para pouco mais de 5 milhões.

João Doria voltou a alfinetar o governo, que segundo ele, não é diplomático o suficiente com a China.

– Todos sabem que temos um entrave diplomático, fruto de declarações inadequadas, desastrosas, feitas pelo governo federal contra a China, contra o governo da China e a própria vacina – disse.

O tucano chegou a se comunicar por telefone com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, pedindo a liberação de mais insumos para a produção da Coronavac.

O Presidente do Butantan, Dimas Covas, afirmou que só será possível cumprir o cronograma de maio se os insumos chegarem “muito rapidamente”. A entrega do primeiro contrato com o ministério, de 46 milhões de doses, teve atraso de 12 dias.

Regiane de Paula, chefe do programa paulista de imunização, disse que o cronograma anunciado está mantido, mas as demais fases podem ter ritmo mais lento.

A Embaixada da China ainda não se manifestou. O Itamaraty disse que “as conversas entre os dois governos continuam avançando e há boas perspectivas de recebimento de novo lote de IFA (ingrediente farmacêutico ativo) da China no curto prazo”.

Segundo o secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, a pasta conseguiu “zerar” a falta de doses para a segunda dose da Coronavac.

– Pedimos levantamento para todos os Estados e municípios e o déficit era de 2 milhões de doses. Mandamos 4 milhões – afirmou.

*Estadão

 

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