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Fiocruz: Brasil já identificou 40 linhagens do novo coronavírus

Pesquisadora explica que mutações são recorrentes, e que as identificadas no Brasil não são mais severas ou transmissíveis

Thamirys Andrade - 29/12/2020 17h01 | atualizado em 29/12/2020 17h12

Instituto faz o sequenciamento genético do genoma viral Foto: Reprodução

Pesquisadores da Fiocruz (Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, já identificaram ao menos 40 variantes do vírus causador da Covid-19 no Brasil. O órgão faz um acompanhamento detalhado sobre a evolução do patógeno no país, e sua equipe de cientistas vem identificando mutações desde o início do ano. Os pesquisadores, entretanto, tranquilizam:

– Nova mutação não significa estritamente uma mudança nas características do vírus. Investigações e análises complementares que vão além do genoma precisam ser feitas para afirmar isso. […] Até o momento, os dados não mostram que o vírus tenha ficado mais transmissível ou que possa causar uma doença mais severa. Não é momento para pânico. É tempo de prevenção – afirmou Paola Cristiana Resende, em entrevista ao jornal Estadão.

Entre as 40 cepas do novo coronavírus no Brasil, provenientes de todas as partes do planeta, apenas duas predominam em circulação: a B.1.1.28 e B.1.1.33. Ambas as linhagens são dificilmente encontradas em outras nações, mas circulam por todo o território nacional desde março.

MONITORAMENTO
Paola Resende explica que a Fiocruz faz o monitoramento do Sars-CoV-2 por meio do laboratório que já investiga, há décadas, o vírus da influenza, a famosa gripe. Assim como qualquer vírus, a influenza sofre mutações frequentes. Seu acompanhamento é fundamental para formulações de vacinas anuais, e a vigilância é essencial para a captação de variantes que possuem potencial pandêmico.

Resende afirma ainda que as vacinas desenvolvidas até o momento têm demonstrado eficácia contra as diferentes cepas:

– Até o momento, os dados sugerem que as vacinas em desenvolvimento e as que já estão em aplicação em diversos países terão ótima eficácia contra o Sars-CoV-2 e suas recentes variações, uma vez que, apesar das mutações, as características fenotípicas do vírus parecem não ter sido alteradas. Nenhuma variação que impacte na formulação das vacinas foi detectada.

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