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Advogados de defesa reclamam da falta de dinheiro

Gabriela Doria - 06/04/2019 17h40 | atualizado em 08/04/2019 12h25

Ex-presidente Lula está com dificuldades financeiras Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

Os recursos financeiros de Luiz Inácio Lula da Silva começam a dar indícios de esgotamento desde que o petista foi preso, há um ano. Com quase R$ 10 milhões bloqueados pelo ex-juiz Sérgio Moro, Lula e seus aliados iniciam campanhas para arrecadar fundos para manter os honorários dos advogados de defesa e também para pagar dívidas com empresas.

É o caso do Instituto Lula, que na última quarta-feira (3) promoveu um leilão de 50 fotos do ex-presidente, clicadas nas últimas décadas. O evento rendeu R$ 624 mil e o destino do dinheiro já é certo: pagar os advogados e as dívidas feitas no último ano.

Uma das maiores credoras do ex-presidente é a Lils Palestras que, ironicamente, tem como sócio majoritário o próprio Lula, com 98% das ações. Paulo Okamoto, atual presidente do Instituto Lula, tem os outros 2%.

– A empresa de palestra [Lils Palestras] não tem nenhum recurso mais. Todo recurso que ela tinha se gastou para pagar a defesa de Lula. Então, a gente está estudando usar uma parte deste dinheiro [da venda das fotos] para pagar os advogados e a Lils. Devolver o dinheiro para a Lils do empréstimo que ela tinha feito para o instituto, para pagar os advogados – disse Okamoto para o jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com a lei, o Instituto Lula não pode financiar a defesa do petista, mas a empresa Lils, de fins privados, pode.

– A Lils doou bastante dinheiro, uns R$ 700 mil para o Instituto Lula. Emprestou mais uns R$ 700 mil. Desde que começou a Lava Jato, o instituto começou a ter mais dificuldade para arrecadar [com empresários] – declarou Okamoto.

A defesa do ex-presidente também lamenta o bloqueio do patrimônio de Lula e admite que isto dificulta o processo. Para os advogados, despesas como deslocamento para acompanhar processos contra Lula, que acontecem em São Paulo, Curitiba e Brasília e a contratação de especialistas ficam inviáveis sem recursos.

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