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Ex-ministro Delfim Netto diz que assinaria novamente o AI-5

Ainda assim, ele apontou que a medida não serviria para os dias atuais

Gabriela Doria - 28/09/2021 15h31 | atualizado em 28/09/2021 16h28

Ex-ministro Antônio Delfim Netto Foto: Reprodução YouTube

O ex-ministro e ex-embaixador Antônio Delfim Netto, responsável por assinar o Ato Institucional (AI-5), em 1968, afirmou que voltaria a aprovar o decreto. A declaração foi feita por ele, nesta terça-feira, ao portal Uol.

O ato foi considerado um dos mais duros do período militar e permitiu que o presidente em exercício suspendesse os direitos políticos de cidadãos considerados subversivos.

– Eu voltaria a assinar o AI-5. Eu tenho dito isso sempre. Aquilo era um processo revolucionário. Vocês têm que ler jornais daquele momento. As pessoas não conhecem história. Ficam julgando o passado como se fosse o presente. Naquele instante foi correto. Só que você não conhece o futuro – disse.

Delfim Netto foi ministro da Fazenda durante os governos de Costa e Silva e Médici.

Ainda assim, o ex-ministro foi enfático ao afirmar que a mesma medida não poderia ser aplicada hoje em dia.

– Quando se assinou o AI-5, o que se imaginava era que o habeas corpus seria para proteger o cidadão, não para matá-lo. Hoje, nós sabemos para onde queremos ir e aprendemos que só existe um mecanismo para administrar esse país e levá-lo ao progresso, que é o fortalecimento do processo democrático. Isso é um aprendizado – afirmou.

Questionado sobre quem sairá vitorioso nas eleições do próximo ano, Netto afirmou que irá votar em Lula e que o petista irá vencer Jair Bolsonaro.

– Eles vão embora no próximo ano (Guedes e Bolsonaro). Bolsonaro não será reeleito. Eu não tenho a menor dúvida da vitória de Lula no primeiro turno. O comportamento do governo Bolsonaro está se derretendo – avaliou.

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