Estadão afirma que Lula é ‘parte considerável do fôlego de Putin’
Editorial desnuda a sanha megalomaníaca antiocidental do petista
Marcos Melo - 01/05/2024 15h10 | atualizado em 02/05/2024 17h12

Um editorial publicado pelo jornal O Estado de São Paulo, nesta terça-feira (30), expõe a saga do presidente Lula (PT), alinhado ao autocrata russo, Vladimir Putin, em busca de interesses estritamente pessoais e antiocidentais. Nas entrelinhas do texto que desnuda a sanha megalomaníaca do petista, fica evidente que as motivações das tratativas internacionais de Lula não representam os anseios do povo brasileiro.
– Neste terceiro mandato presidencial de Lula da Silva, o Brasil expandiu os laços econômicos com a Rússia. Tal é o grau de cooperação entre os dois países atualmente que, em 2023, a meta de trocas comerciais entre o “B” e o “R” dos Brics originários – 10 bilhões de dólares (cerca de R$ 51,7 bilhões) – foi superada pela primeira vez em duas décadas. No ano passado, o volume de negócios com Moscou chegou a 11,3 bilhões de dólares (cerca de R$ 58,4 bilhões). Hoje, o Brasil é o maior comprador de diesel russo (6 milhões de toneladas adquiridas em 2023). Os fertilizantes russos vêm em seguida na agenda comercial do país, respondendo por compras que chegam a quase 4 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 20,6 bilhões) ao ano.
Por essa parceria, o artigo afirma que “parte considerável do fôlego de Putin tem vindo do Brasil”.
– Lula, como se vê, não quer saber se há mais de dois anos Putin comete atrocidades em série na Ucrânia e ameaça a paz na Europa como nunca antes alguém o fez desde o final da 2ª Guerra. Putin se vê obrigado a oferecer condições competitivas àqueles que se dispõem a fazer negócios com um criminoso de guerra. Mas o barato sai caro – dispara o editorial do Estadão.
A análise política sobre a gestão controversa do petista, tecida pelo jornal, ressalta que “sob Lula, o país tem afrouxado cada vez mais os laços que o unem aos valores ocidentais que, historicamente, constituíram a espinha dorsal da política externa brasileira: a defesa da liberdade, dos direitos humanos, do Estado Democrático de Direito, do multilateralismo e da solução pacífica dos conflitos”.
Em suma, as decisões de Lula como chefe de Estado levam em conta suas paixões ideológicas, nuances enviesadas de sua visão global, ambições obscuras, mas, jamais, o compromisso histórico do Brasil ante o mundo e o desejo do contribuinte brasileiro no tocante à diplomacia com as nações democráticas, de fato, no mundo.
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