Esposa de Lito relata que estudos não têm vaga para tratamento
Ionis informou que pesquisa está fechada; Broad Institute sugeriu que Lito entre em grupo que não recebe medicamento
Paulo Moura - 25/08/2026 12h11 | atualizado em 25/08/2026 13h52

A empresária Mila Seidl, esposa do influenciador Lito Sousa, informou, nesta terça-feira (25), que ele ainda não conseguiu uma vaga para tratamento da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) em nenhum dos estudos experimentais que estão sendo avaliados como possíveis alternativas para o youtuber. As atualizações foram feitas por Seidl nos stories de seu perfil no Instagram.
De acordo com Mila, a Ionis Pharmaceuticals, responsável pelo estudo do medicamento experimental ION717, informou que a pesquisa está fechada para novos participantes. A empresa também não autorizou, neste momento, o chamado uso compassivo da substância, que permite o acesso a um medicamento que não tem registro oficial.
Já o Broad Institute, ligado a Harvard e ao Massachusetts Institute of Technology (MIT), ofereceu a Lito a possibilidade de passar por uma entrevista inicial para o estudo PRiSM. Segundo Mila, porém, a alternativa apresentada seria a participação no grupo de controle, que não recebe o medicamento experimental.
– Provavelmente teríamos que nos mudar e ficar à disposição sem ter uma certeza que um dia receberíamos o medicamento – escreveu Mila.
Mila reforçou que os contatos foram feitos pela própria família e que, até o momento, não recebeu auxílio do Itamaraty ou do governo federal nas tratativas.
– Todas as respostas foram de contatos feitos exclusivamente nossos. Não tivemos contato do Itamaraty ou Governo Federal até o momento ou iniciativas do Ministério da Saúde com relação ao caso do tratamento. Agora nós resta esperar um dos dois estudos abrir uma vaga. Espero que a gente tenha esse tempo – declarou.
Desde a divulgação do diagnóstico, na última sexta-feira (21), a família iniciou uma mobilização para tentar incluir Lito em pesquisas realizadas no exterior. No domingo (23), o influenciador fez sua primeira aparição após o anúncio da doença e publicou um apelo em inglês dirigido à Ionis Pharmaceuticals, ao Broad Institute, a Harvard e à Mayo Clinic.
Um dos principais alvos da família é o estudo com o ION717, desenvolvido pela Ionis Pharmaceuticals. O medicamento utiliza uma tecnologia chamada ASO para reduzir a produção da proteína priônica normal, envolvida no desenvolvimento das doenças causadas por príons.
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