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Em prisão domiciliar, “Débora do batom” passa mal e vai a hospital

Defesa justificou saída de Débora, que foi aceita pelo ministro Alexandre de Moraes

Paulo Moura - 07/11/2025 14h00 | atualizado em 07/11/2025 16h21

Débora Rodrigues escreveu frase na estátua A Justiça Foto: Gabriela Biló/Folhapress

Condenada a 14 anos de prisão por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023 e atualmente em prisão domiciliar, a cabeleireira Débora Rodrigues, conhecida por ter riscado a frase “Perdeu, mané”, na Estátua da Justiça, instalada em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), precisou sair de casa e ir a um hospital, na última segunda-feira (3), por causa de uma crise de infecção urinária.

A saída de Débora de sua residência, que fica em Paulínia (SP), foi comunicada ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, pelo Núcleo de Monitoramento de Pessoas (NMP) da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo, que informou que Débora ficou fora de casa entre 20h38 de segunda e 3h07 da madrugada de terça (4).

– Em análise ao referido monitoramento, foi possível constatar que no dia 03/11/2025, às 20h38, o(a) monitorado(a) em questão incorreu na violação: área de inclusão (domiciliar), a qual permaneceu até 04/11/2025, às 03h07 – informou o relatório encaminhado ao STF.

O NMP relatou que às 22h07 da última terça, ao identificar o ocorrido, o órgão entrou em contato com o marido de Débora, que confirmou que ela havia sido levada ao Hospital Municipal de Paulínia. Durante o atendimento, os familiares comunicaram à equipe médica sobre a tornozeleira eletrônica, mas, segundo o relatório, não houve atendimento preferencial.

Os exames realizados por Débora — de urina, sangue e raio-X — confirmaram o diagnóstico de infecção urinária, conforme relato da família. Após a consulta, ela deixou o hospital por volta das 2h22, fez uma parada de aproximadamente 20 minutos em uma farmácia e chegou em casa às 3h07.

Diante do ocorrido, o caso foi submetido ao ministro Alexandre de Moraes. Em petição, a defesa dela confirmou a justificativa para a saída, apontando que, “além da dor na bexiga”, a mulher sentiu “muita dor abdominal e dor nas costas, a ponto de ter desmaiado”. Os advogados apresentaram documentos que justificaram o fato. Em despacho assinado ainda na terça, Moraes acolheu as justificativas apresentadas.

– Diante do exposto, nos termos do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, acolho as justificativas apresentadas e mantenho a prisão domiciliar acrescida das demais medidas cautelares impostas – escreveu Moraes.

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