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Em CPI, Nise manifesta repúdio a senadores: ‘Me senti agredida’

Médica criticou postura dos parlamentares no que chamou de 'gabinete de exceção'

Gabriela Doria - 01/06/2021 22h01 | atualizado em 02/06/2021 11h32

Nise Yamaguchi depôs à CPI da Covid-19 Foto: Agência Senado/Jefferson Rudy

A médica oncologista Nise Yamaguchi, que depôs na terça-feira (1º) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, no Senado Federal, desabafou durante a oitiva desta tarde.

Bombardeada com perguntas e impedida de completar o raciocínio por diversas vezes, Nise afirmou que se sentiu “bastante agredida” com a postura dos senadores.

– Eu tenho que colocar meu repúdio à situação que estou colocada ali, em um gabinete de exceção. Estou me sentindo aqui bastante agredida neste sentido porque eu estou como colaboradora eventual de várias ações de uma relação direta com a situação clínica dos nossos pacientes, e eu gostaria de ter, portanto, senador, a necessária avaliação dessa posição – afirmou a médica.

Nise prosseguiu dizendo que não admite ser rotulada como uma pessoa que “atrapalha”, enquanto se dedica a contribuir positivamente para alguma situação, neste caso o combate à pandemia.

– Para mim, nesse momento, é importante que [uma vez que] o governo é um só, o país é um só, [então] nós precisamos estar nos relacionando entre diversos partidos, a partir de uma coerência e um conjunto de ações. Eu não acho que a gente possa ser colocada como alguém que atrapalha uma situação quando a gente está trabalhando cientificamente e tecnicamente para a evolução dos conhecimentos – disparou.

SENADOR CRITICA TRATAMENTO DADO A NISE YAMAGUCHI NA CPI

Senador Marcos Rogério Foto: Reprodução/Facebook

Na terça-feira (1º) mesmo, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) utilizou as redes sociais para criticar o tratamento dado à médica Nise Yamaguchi na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. Para ele, a sessão se transformou num “ambiente para a destilação do ódio”.

Nise prestou depoimento e esclareceu dúvidas relativas à pandemia e à cloroquina no combate à Covid-19. Ao falar do depoimento, Marcos Rogério apontou que a oposição “constrangeu” a médica.

– É lamentável ver a CPI se transformando num ambiente para a destilação do ódio. Falam tanto de ciência, mas, quando temos alguém com currículo e conhecimento técnico, a oposição tapa os ouvidos e atua de forma covarde ameaçando, constrangendo e desqualificando a testemunha – apontou.

Para Marcos Rogério, foi um “dia triste” na história do Senado Federal.

– Ela não era investigada. Não é acusada de corrupção. Pelo contrário, dedicou mais de 40 anos de sua vida para salvar vidas! Foi um dia triste para a história do Senado – destacou o senador.

Para ele, a CPI tem se tornado “estéril, infrutífera, cansativa e repetitiva”.

– Na falta de comprovação, com fatos e com evidências, daquelas teses que eles levantaram no início dos trabalhos da CPI, eles passam para o ataque, o constrangimento ilegal, o abuso de autoridade, nunca vi nada mais arrogante – ressaltou.

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