Zema diz que Joaquim Barbosa é um dos cogitados a ser seu vice
Pré-candidato do Novo deu declaração neste sábado durante agenda no Rio Grande do Sul
Paulo Moura - 26/07/2026 14h19 | atualizado em 27/07/2026 18h35

O pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, afirmou, neste sábado (25), que pretende se reunir com o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e revelou que o ex-ministro é um dos nomes considerados pelo partido para ocupar a vaga de vice em sua chapa nas eleições deste ano.
A declaração foi dada durante agenda no Rio Grande do Sul, dois dias antes da convenção nacional do Novo, marcada para esta segunda-feira (27), quando a legenda deverá oficializar a candidatura de Zema ao Palácio do Planalto.
– Já comentei com o ministro Joaquim Barbosa que, indo ao Rio de Janeiro, quero, sim, ter um encontro com ele. É um mineiro do norte de Minas que fez um belíssimo e reconhecido trabalho combatendo a corrupção. É uma pessoa que eu admiro muito e que o partido tem cogitado – disse.
Filiado ao Democracia Cristã (DC), Joaquim Barbosa chegou a ser anunciado como pré-candidato à Presidência da República pela legenda. No entanto, desistiu da disputa ao avaliar que o partido não possuía estrutura suficiente para sustentar uma campanha nacional.
Neste sábado, Zema também comentou suas críticas ao Supremo Tribunal Federal e fez elogios ao ex-ministro, diferenciando sua atuação da dos atuais integrantes da Corte.
– Eu acho que o ministro Joaquim é um oposto de vários ministros do STF hoje – declarou.
O ex-governador afirmou ainda que Barbosa teve atuação firme no combate à corrupção durante sua passagem pelo Supremo e elogiou sua conduta pessoal.
– Durante todo o período em que esteve lá, foi um ferrenho combatente da corrupção e vive uma vida totalmente republicana. Tenho certeza de que nem ele nem a família dele obtiveram contratos e vantagens como os atuais ministros têm obtido – completou.
Joaquim Barbosa integrou o Supremo Tribunal Federal entre 2003 e 2014, e presidiu a Corte entre 2012 e 2014. Tornou-se nacionalmente conhecido por ser o relator da Ação Penal 470, o processo do chamado Mensalão.
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