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Zema cita El Salvador e defende maior rigor no combate ao crime

"Prefiro bandido preso do que bandido na rua", disse o pré-candidato ao Planalto

Pleno.News - 04/05/2026 08h48 | atualizado em 04/05/2026 18h31

Romeu Zema
Romeu Zema Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O pré-candidato ao Planalto Romeu Zema (Novo) afirmou, em entrevista, que pretende adotar políticas mais rígidas de segurança pública caso seja eleito em 2026 e citou El Salvador como exemplo de modelo de combate à criminalidade.

– Estive em El Salvador e eles são um dos casos mais bem-sucedidos do que podemos fazer. Temos que encarecer o custo do crime e eu vou acabar com ele, custe o que custar – afirmou.

El Salvador ganhou projeção internacional, em especial no debate sobre segurança pública, após o governo de Nayib Bukele implementar uma política de combate às gangues baseada em detenções em massa, endurecimento penal e expansão do sistema carcerário. A estratégia contribuiu para uma forte redução dos índices de homicídio no país, mas também gerou críticas de organizações internacionais de direitos humanos, que apontam denúncias de prisões arbitrárias, restrições a garantias legais e violações de direitos civis.

Durante a entrevista, Zema defendeu a ampliação do sistema prisional brasileiro e afirmou que considera preferível o aumento do número de presos ao crescimento da criminalidade nas ruas.

– Que tenham que fazer novos presídios se os que já temos ficarem lotadas. Prefiro bandido preso do que bandido na rua – destacou Zema.

O ex-governador mineiro também criticou decisões judiciais que, segundo ele, dificultariam a atuação das forças de segurança. Para Zema, o atual sistema penal brasileiro favorece a reincidência criminal e contribui para o fortalecimento de organizações criminosas.

– O que temos no Brasil é uma escola do crime, enquanto a polícia tiver que conviver com decisões judiciais favoráveis a criminosos. Temos que mudar essa legislação e a coordenação central, principalmente nas fronteiras – concluiu.

*AE

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