Walter Salles doa R$ 300 mil a 4 candidatos de esquerda; confira
Além de cineasta, Salles é herdeiro bilionário
Monique Mello - 26/08/2026 16h22 | atualizado em 26/08/2026 17h10

O cineasta Walter Salles destinou R$ 300 mil a candidaturas de esquerda nas eleições deste ano. As contribuições foram em favor de três candidatos do Partido Socialista Brasileiro (PSB), um do Partido dos Trabalhadores (PT) e uma do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).
Conforme informações que constam no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), R$ 100 mil foram destinados para a campanha de Manuela d’Ávila, que tenta uma vaga ao Senado pelo Rio Grande do Sul.
Outros R$ 100 mil foram em favor de Chico Rubens Paiva, sobrinho de Marcelo Rubens Paiva, autor do livro que deu origem ao filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles. Chico é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro pelo PSB.
Dos R$ 100 mil restantes, R$ 50 mil foram registrados em favor da socióloga Vilma Reis (PT-BA), que disputa uma vaga de deputada estadual, e do vereador Abidan Henrique (PSB-SP), candidato à Assembleia Legislativa de São Paulo.
As doações representam os primeiros repasses feitos por Salles a campanhas em 2026. O diretor de Ainda Estou Aqui mantém, porém, um histórico de apoio financeiro a candidatos de diferentes legendas.
Levantamento do jornal O Estado de S. Paulo mostra que, nas quatro últimas eleições, o cineasta destinou mais de R$ 1,6 milhão a campanhas. Foram R$ 420 mil em 2024, R$ 1,1 milhão em 2022, R$ 90 mil em 2020 e R$ 8,5 mil em 2018.
Desde 2008, o valor acumulado supera R$ 1,75 milhão. Nesse período, Salles contribuiu para 26 candidaturas, ligadas a 23 políticos. Três candidatos receberam recursos do cineasta em mais de uma eleição.
PT e PSB aparecem entre as siglas que mais receberam dinheiro de Salles ao longo dos anos.
Além da carreira no cinema, Salles pertence a uma das famílias mais ricas do país. Com patrimônio estimado em R$ 26,4 bilhões, ele é herdeiro da família que fundou o Unibanco, atualmente Itaú Unibanco, e da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio.
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