Renan Santos sugere que Brasil siga exemplo da Coreia do Norte
Candidato do Missão defende desenvolvimento de armas nucleares no Brasil
Kleber Pizão - 26/08/2026 21h38 | atualizado em 27/08/2026 13h25

O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), defendeu, na noite desta quarta-feira (26), que o Brasil deve investir na produção de armas nucleares em nome da defesa da soberania e da defesa de suas riquezas.
Renan afirmou que vê o Brasil como uma das cinco maiores potências do mundo em até 30 anos e o investimento nesse tipo de armamento é fundamental neste processo.
— Eu vejo o Brasil como uma das cinco maiores nações do mundo nos próximos 30 anos e uma nação que será uma das cinco maiores nações do mundo nos próximos 30 anos precisa ter armas nucleares. (…) Nós devemos ser uma nação soberana que destrói o crime organizado, que lidera a América do Sul, que vai ter força para negociar com seus vizinhos e negociar em bloco com Estados Unidos e China, e para isso precisa ter força militar. (…) Vamos ter que discutir a construção de armas nucleares. Isso é passo da construção de uma nação soberana — defendeu.
Questionado pela apresentadora Renata Vasconcellos, durante sabatina, após o Jornal Nacional, na TV Globo, sobre referências para embasar a proposta, ele disse que não há necessidade de estudos científicos para defender essa ideia.
— Não preciso de estudos científicos para determinar que uma nação precisa ter força política para se proteger de outras nações; posso trazer apenas dados da realidade. A realidade é muito clara: as nações mais poderosas do mundo dispõem de armas nucleares e elas se fazem respeitadas por causa disso — rebateu.
Novamente indagado pelos apresentadores, o candidato foi perguntado sobre retirar o Brasil do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, um acordo internacional que entrou em vigor em 1970, no qual apenas Índia, Paquistão e Israel nunca assinaram e a Coreia do Norte foi a única a deixar o acordo depois de ter assinado.
Apenas Índia, Paquistão e Israel não assinaram o pacto. A Coreia do Norte foi a única que assinou no passado, mas depois abandonou as regras. O Brasil então seria mais um país a se juntar a esta lista. O candidato foi questionado sobre tomar a mesma atitude como nação.
— Sim, e? Pelo menos a Coreia do Norte, que tem um regime que eu considero opressivo e que eu não respeito, pelo menos ele é respeitado internacionalmente de maneira que a Venezuela não foi. Ter armas nucleares é uma forma de defender a sua própria soberania. O Brasil tem um dos maiores territórios do mundo, tem recursos naturais infindáveis — declarou.
Renan finalizou comparando o Brasil a um simpático personagem da Disney, reafirmando que o país não pode se limitar a ser atrativo para turistas, mas uma potência global.
— Se a gente quiser ser o “Zé Carioca”, personagem engraçado que os gringos vêm para fazer festa e que a gente exporta matéria-prima e recebe produto pronto, tudo bem, aceitamos nossa posição submissa. Agora, se quisermos ser uma nação séria e respeitada, precisamos ter armas nucleares, não para ficar arrumando briga, mas para ter poder de dissuasão, para nossas riquezas serem respeitadas — finalizou.
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