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Renan Santos diz que vai lutar na Justiça contra decisão do TSE

Candidato teve a campanha suspensa por Dias Toffoli

Pleno.News - 31/08/2026 19h09 | atualizado em 01/09/2026 11h04

Renan Santos Foto: Reprodução X

Nesta segunda-feira (31), o candidato à Presidência Renan Santos (Missão), afirmou que vai lutar na Justiça contra a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu parte de sua campanha digital. A medida também vetou repasses de recursos e a participação do candidato em debates.

– Eu não vou desistir, eu vou lutar na Justiça – declarou Renan em um vídeo publicado nas redes sociais.

O pronunciamento foi divulgado poucas horas depois de Toffoli determinar as suspensões relacionadas à campanha do candidato.

A decisão impede Renan de fazer propaganda eleitoral em 16 perfis que não foram informados à Justiça Eleitoral dentro do prazo. O candidato ainda pode usar o site e o perfil no X registrados no TSE. A campanha nas ruas também está permitida.

No vídeo, Renan relacionou a decisão a manifestações que promoveu ao longo do ano contra Toffoli e outros envolvidos, segundo sua avaliação, no caso Banco Master.

– A decisão é ilegal, a decisão é persecutória. Curiosamente, eu convoquei também quatro manifestações nesse último ano contra o senhor Dias Toffoli, contra o envolvimento não apenas dele, mas de todas essas pessoas no escândalo do Banco Master. As manifestações tomaram as ruas de São Paulo quatro vezes. O nome do Dias Toffoli foi mencionado e cartazes foram feitos todas essas vezes – afirmou Renan.

– Eu estou pagando o preço por ter defendido o que eu defendi – acrescentou.

E prosseguiu dizendo:

– Eu sei o que aconteceu. Falar que minhas redes foram suspensas porque eu estou abusando do poder econômico por conta de um problema técnico que centenas de outros candidatos, que familiares também tiveram durante o registro das candidaturas, chega a ser absurdo.

Ao analisar o registro da candidatura, Toffoli apontou uma “omissão estratégica” na comunicação das contas usadas para propaganda eleitoral. A Justiça Eleitoral determina que os candidatos informem os perfis que serão utilizados na campanha no momento do registro.

A regra tem como objetivo evitar que algoritmos de redes sociais favoreçam uma candidatura. Por isso, perfis oficiais precisam ser retirados dos sistemas de recomendação orgânica das plataformas quando não estão devidamente registrados.

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