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PSDB critica Kassab após PSD “puxar” deputados tucanos de SP

Presidente do partido, Paulo Serra, disse que o ato foi "desrespeitoso" e um "canibalismo"

Pleno.News - 05/02/2026 20h16 | atualizado em 06/02/2026 12h59

Gilberto Kassab Foto: Cesar Itiberê/PR

O presidente do PSDB paulista, Paulo Serra, criticou o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, nesta quinta-feira (5), após o PSD anunciar a filiação de seis deputados estaduais tucanos ao partido. O movimento do secretário de Relações Institucionais do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi chamado de “desrespeitoso” e de “canibalismo”.

Anunciaram compromisso de filiação os parlamentares Analice Fernandes, Barros Munhoz, Carlão Pignatari, Maria Lúcia Amary, Mauro Bragato e Rogério Nogueira, todos do PSDB, além de Dirceu Dalben, do Cidadania. A troca de sigla dos deputados deve ocorrer no dia 4 de março.

– Lamento profundamente a forma desrespeitosa de cooptação de quadros. Importante destacar que o PSD é da base do PT no governo federal e contribui com um modelo de governo que não funciona mais – afirmou o tucano.

Em nota divulgada à imprensa, Paulo Serra disse ter respeito por Kassab, mas também acredita que o movimento não contribui para a reeleição do atual chefe do Executivo paulista.

– Este tipo de “canibalismo” dentro da base do governador, a meu ver, em nada ajuda na construção de um projeto nacional de centro – continuou.

Procurada, a assessoria de Kassab não respondeu. Além da secretaria ocupada pelo dirigente partidário, o PSD também ocupa o cargo de vice-governador com Felício Ramuth, posto apontado nos bastidores como de interesse do próprio Kassab nas eleições de 2026. Ele já chegou a dizer que ser escolhido para o cargo seria um “privilégio”.

A mudança de legenda desses deputados em São Paulo ocorre em meio a uma ofensiva nacional do PSD para ampliar seus quadros. Neste início de ano, o partido passou a contar com seis governadores, incluindo Ronaldo Caiado (Goiás) e Marcos Rocha (Rondônia).

A sigla também lidera em número de prefeituras no país, com 891 administrações municipais, além de manter uma das maiores bancadas no Congresso, com 47 deputados federais e 14 senadores.

*AE

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