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Pré-campanha de Flávio vai ao TSE contra pesquisa AtlasIntel

Texto aponta "precedente manipulativo grave"

Pleno.News - 19/05/2026 14h21 | atualizado em 19/05/2026 16h53

Flávio Bolsonaro Foto: EFE/ Andre Borges

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, divulgou, nesta terça-feira (19), um comunicado em que confirma que sua equipe jurídica protocolou um pedido de liminar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para suspender a divulgação de uma pesquisa eleitoral realizada pelo instituto AtlasIntel. O levantamento mostra uma queda na intenção de voto de Flávio e uma alta em sua rejeição, após a divulgação do áudio de uma conversa entre o senador e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

A defesa do pré-candidato alega que a metodologia do instituto compromete a integridade dos resultados.

– A sequência das perguntas, a forma de apresentação dos temas e o uso de associações entre o pré-candidato, Daniel Vorcaro e o Banco Master contaminam e induzem as respostas dos entrevistados, comprometendo a integridade dos resultados – diz a nota.

O levantamento Atlas/Bloomberg mostra também que 51,7% dos eleitores brasileiros que tomaram conhecimento dos áudios e mensagens trocadas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro consideram que existem evidências de envolvimento do senador com o escândalo do Banco Master. A pesquisa está registrada sob o número BR-06939/2026.

A defesa de Flávio Bolsonaro aponta que o questionário utiliza estímulos que associam o nome do pré-candidato ao empresário Daniel Vorcaro e ao Banco Master, influenciando o entrevistado antes das perguntas sobre imagem, rejeição e viabilidade eleitoral.

Para os advogados, o levantamento deixou de observar a isenção necessária, configurando o que chamaram de “precedente manipulativo grave”.

– Pesquisas eleitorais devem seguir critérios técnicos rigorosos, com transparência, equilíbrio e imparcialidade, para não serem utilizadas como instrumento de direcionamento da opinião pública – defende a coordenação jurídica da pré-campanha.

Além da suspensão imediata da divulgação por meio da liminar, a representação pede que o tribunal apure a possível prática de crime eleitoral. A defesa argumenta que, diante da gravidade dos vícios metodológicos apontados, o risco é a divulgação de uma pesquisa considerada fraudulenta.

Confira a nota na íntegra:
A coordenação jurídica da pré-campanha de Flávio Bolsonaro ingressou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma representação contra a pesquisa registrada pelo instituto AtlasIntel, sob o nº BR-06939/2026.

A ação questiona a metodologia adotada no levantamento e sustenta que o questionário teria sido estruturado de forma a induzir gravemente uma percepção negativa sobre Flávio Bolsonaro. Segundo a representação, a sequência das perguntas, a forma de apresentação dos temas e o uso de associações entre o pré-candidato, Daniel Vorcaro e o Banco Master contaminam e induzem as respostas dos entrevistados, comprometendo a integridade dos resultados.

Para a coordenação jurídica, a pesquisa revela precedente manipulativo grave e deixou de observar a neutralidade esperada em levantamentos eleitorais destinados à divulgação pública. O pedido afirma que o instrumento não apenas mediu a opinião dos eleitores, mas apresentou estímulos capazes de influenciar a percepção do entrevistado antes de perguntas sobre imagem, rejeição e viabilidade eleitoral.

A representação também pede a apuração de possível prática de crime eleitoral, diante da gravidade dos vícios apontados e do risco de divulgação de pesquisa considerada fraudulenta pela defesa. O processo foi protocolado no TSE como representação sobre “Pesquisa Eleitoral – Divulgação de Pesquisa Eleitoral Fraudulenta”, com pedido liminar.

A pré-campanha defende que pesquisas eleitorais devem seguir critérios técnicos rigorosos, com transparência, equilíbrio e imparcialidade, para não serem utilizadas como instrumento de direcionamento da opinião pública. O pedido apresentado ao TSE inclui medida liminar para suspender a divulgação da pesquisa.

*AE

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