Plano de Augusto Cury defende semipresidencialismo; entenda
Presidenciável já citou Tarcísio de Freitas como primeiro-ministro
Pleno.News - 27/08/2026 16h38 | atualizado em 27/08/2026 19h50

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defende, em seu plano de governo, a adoção do semipresidencialismo no Brasil e citou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como possível nome para primeiro-ministro.
No modelo semipresidencialista, o presidente continua sendo chefe de Estado, enquanto o primeiro-ministro fica responsável pela condução do governo. O primeiro-ministro depende do apoio do Parlamento e pode deixar o cargo caso perca essa sustentação política.
– Não dá mais para termos um país presidencialista, onde o presidente é o superpresidente. Ele interfere em todas as áreas: economia, política externa e milhares de problemas para ser resolvido no dia a dia. Todos os países que se desenvolveram ou foram semipresidencialistas, com um presidente como chefe de Estado e um primeiro-ministro, ou parlamentaristas de fato – afirmou Cury, em entrevista recente.
Entre os países que adotam o semipresidencialismo estão França, Portugal e Romênia. O sistema combina características do presidencialismo e do parlamentarismo, com a divisão das funções de governo entre o presidente e o primeiro-ministro.
– Eu gosto muito do Tarcísio e acho que deveria ter alguém no nível dele para ser um primeiro-ministro. E o presidente nos [assuntos] estratégicos, forças armadas e políticas externas. Assim, certamente, o Brasil será um país muito mais moderno – disse ele ao Portal Metrópoles.
Cury disse também que o Congresso já possui grande influência sobre o orçamento por meio das emendas parlamentares. Para ele, a mudança permitiria transferir a responsabilidade pela gestão dos recursos para um primeiro-ministro.
– Nós já somos um país parlamentarista de fato, mas não de direito. O parlamento já tem muito poder. Se ele já tem muito poder, então, que ele possa também ter a responsabilidade de chancelar um primeiro-ministro. Um primeiro-ministro que vai dirigir essa nação com maestria, com gestão notável, com alta capacidade e que tem um coração social – continuou.
O plano de governo também prevê o fim da vitaliciedade dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com mandatos fixos de oito anos. Cury ainda propôs a criação de um Ministério da Segurança e afirmou que convidaria o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), para comandar a pasta.
– O primeiro-ministro cuidaria da gestão, até para administrar o orçamento que é cooptado pelo Congresso e com indicadores de eficiência, porque não adianta só parlamentares terem uma parte do orçamento. (…) E se um primeiro-ministro for impopular, corrupto ou ineficiente, ele é destituído, sem traumas para a nação, como ocorreu quando os presidentes sofreram impeachment – concluiu.
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