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Cassado e sem partido, Witzel quer disputar o governo do Rio

Ex-governador diz que foi alvo de um "linchamento público".

Pleno.News - 10/02/2026 10h51 | atualizado em 10/02/2026 11h41

Wilson Witzel, ex-governador do Rio de Janeiro Foto: Agência Brasil/Antonio Cruz

O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (sem partido) quer se candidatar novamente ao governo do estado nas eleições de 2026. Witzel venceu o pleito de 2018 e permaneceu no cargo até 2021, quando foi cassado sob acusação de corrupção na área da Saúde durante a pandemia de Covid-19.

Em vídeo divulgado nesta segunda-feira (9), Witzel afirmou ter sido alvo de um “linchamento público”.

– Eu fui afastado antes de qualquer condenação definitiva, sem nenhum direito de defesa – disse.

Por 10 votos a 0, o então governador afastado perdeu o cargo após ter o impeachment confirmado em abril de 2021. Na ocasião, o atual governador Cláudio Castro (PL) exercia o cargo interinamente e, com a cassação de Witzel, foi efetivado, posição que ocupa até hoje.

O ex-governador declarou que pretende retornar à vida pública “mais experiente e cauteloso”.

– Volto com uma compreensão mais profunda do funcionamento real do poder e das entranhas do sistema do Rio de Janeiro – afirmou.

Segundo Witzel, quando chegou ao governo queria “mudar tudo rapidamente”, mas agora reconhece que “mudanças duradouras exigem diálogo institucional, planejamento e blindagem técnica das decisões”.

Witzel disse que anunciará sua filiação a um partido de centro-direita até o dia 4 de abril. Em 2018, quando foi eleito, ele era filiado ao extinto Partido Social Cristão (PSC), que foi incorporado pelo Podemos em 2023.

Em uma eleição considerada surpreendente, Witzel venceu o pleito com quase 60% dos votos válidos, derrotando o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que neste ano deve novamente disputar o governo estadual. Witzel avaliou o cenário eleitoral como indefinido, mas afirmou que Paes tende a ser o candidato mais à esquerda, em razão de sua aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

– Pelo lado da direita, ainda não há definição de quem será o candidato. Eu garanto que serei candidato por um partido de centro-direita – declarou.

*AE

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