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“Bolsonaro mimado impôs o filho mimado”, dispara Janaina Paschoal

Para a vereadora, a direita precisa "cortar na carne" para as eleições

Monique Mello - 26/05/2026 17h11 | atualizado em 26/05/2026 17h43

Janaina Paschoal no Pleno Time Foto: Reprodução/Pleno.News

A vereadora Janaina Paschoal (PP-SP) afirmou que a direita brasileira precisa buscar uma alternativa eleitoral diferente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a disputa presidencial. Ela disse estar preocupada com a dificuldade de nomes da centro-direita em se consolidarem no cenário político nacional.

Segundo a jurista, governadores e lideranças como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) enfrentam obstáculos para viabilizar candidaturas competitivas, enquanto outros nomes ainda carecem de estrutura partidária e espaço político, como Renan Santos (Missão).

Para a vereadora, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) impôs a pré-candidatura do filho, o que, na avaliação dela, dificulta a reorganização do campo conservador.

– Mesmo antes desses escândalos todos serem publicados, o Flávio já não era um bom candidato – disse, em referência ao vazamento de conversas do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

– Foi a situação frágil do Flávio diante da acusação de rachadinha, diante de toda aquela situação envolvendo Queiroz, que fragilizou o governo Bolsonaro – declarou.

A parlamentar disse ainda que a escolha de Flávio Bolsonaro comprometeria a retomada de pautas que, segundo Janaina, impulsionaram a eleição de Jair Bolsonaro em 2018, como o combate à corrupção. Ela defende que a direita precisa “cortar na carne” e abandonar a ideia de uma sucessão familiar no comando do país.

– Não dá para ser esse rapaz. Se ele quiser concorrer a senador, se ele quiser concorrer a deputado, que o povo do Rio decida. Mas nós não vivemos numa monarquia – disse.

Janaina criticou diretamente Jair e Flávio Bolsonaro ao defender que outros nomes da direita não têm obrigação de abrir mão de projetos presidenciais.

– Zema não é traidor. Ele não tem obrigação de baixar a cabeça e abrir mão da possibilidade de fazer um governo pelo Brasil. Porque Bolsonaro mimado decidiu colocar seu filho mimado para prejudicar o país – declarou, quando foi questionada por seu apoio a Zema quando ele foi criticado.

E ainda disparou:

– O bolsonarismo é um petismo com sinal trocado.

Confira:

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