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Augusto Cury anuncia candidato a vice para eleições presidenciais

Nome escolhido foi do ex-deputado federal Júlio Delgado

Pleno.News - 05/08/2026 20h49 | atualizado em 06/08/2026 13h03

Augusto Cury de Júlio Delgado Fotos: reprodução e Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) anunciou, nesta quarta-feira (5), o ex-deputado federal Júlio Delgado (Avante) como vice na chapa. O anúncio foi feito em carta à nação divulgada pelo escritor e psiquiatra que estreia nas urnas nesta eleição.

— Tenho a honra de anunciar Júlio Delgado como meu companheiro de chapa à disputa presidencial. Deputado federal por seis mandatos, um parlamentar exemplar e um mineiro muito querido, que construiu sua trajetória no alto clero do Congresso Nacional, sempre protagonista, com reputação ilibada, combativo na defesa da ética pública e contra a corrupção — disse Cury, na carta.

Cury afirmou que confiará a Delgado a condução das negociações de três reformas. O primeiro projeto é a mudança do regime presidencialista para o semipresidencialista.

— Exceto os EUA, praticamente nenhuma democracia se desenvolveu concentrando poderes em um presidente, como no Brasil — afirmou o candidato.

Cury defende a escolha de um primeiro-ministro pela maioria dos parlamentares. Esse cargo ficaria responsável pela administração pública, enquanto o presidente fica com a “condução estratégica da política interna e externa” e no comando das Forças Armadas.

— Se o primeiro ministro for corrupto ou ineficiente, o congresso o destitui sem traumas nacionais! Será a era de ouro da gestão pública — defende Cury.

A segunda reforma seria no Supremo Tribunal Federal (STF). O mandato passaria a ser de oito anos. Os ministros precisariam ter ao menos 50 anos e não poderiam estar filiados a partidos nos cinco anos anteriores à indicação. A Corte seria reduzida a nove integrantes: seis magistrados de carreira, dois membros do Ministério Público e um advogado. Um terço das vagas seria reservado a mulheres.

Cury propõe a criação de um “superministro”. A pasta das Relações Exteriores se transformaria em uma Secretaria de Estado, nos moldes dos Estados Unidos. O novo cargo teria poder para reformular embaixadas e atuar na mediação de conflitos internacionais.

— Vender o Brasil “grande”, como supermercado do mundo com alto valor agregado, e não como fazenda do mundo, não vender terras raras in natura, mas “vender” fábricas no Brasil para processá-las — diz a carta.

No texto, Augusto Cury afirma que recebeu aval do presidente do partido, Luís Tibé, para fazer um “pacto nacional” em torno de seu projeto para o governo.

— Bem vindos a Era de Ouro da gestão pública, a era de ouro da harmonia dos Três Poderes, a Era de Ouro do Brasil no tabuleiro das nações. O Brasil nunca mais será o mesmo — finaliza Augusto Cury.

A candidatura do escritor foi oficializada na última segunda-feira (3) na convenção do Avante na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

*AE

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