Após cinco eleições consecutivas, Eymael não disputará Presidência
Conhecido por jingle, político esteve em seis dos últimos sete pleitos pelo Planalto
Paulo Moura - 01/04/2026 08h42 | atualizado em 01/04/2026 12h11

Depois de mais de duas décadas participando de disputas presidenciais, José Maria Eymael não estará na eleição deste ano. A ausência do ex-presidente da Democracia Cristã (DC) também significa que sua tradicional campanha, marcada por um dos jingles mais conhecidos da política brasileira, o famoso “Ey, Ey, Eymael, um democrata um cristão”, ficará fora do horário eleitoral.
Aos 86 anos, Eymael decidiu se afastar da vida política após deixar, em 2025, a presidência nacional da DC, função que exercia desde a refundação do partido, em 1985. O comando da legenda passou para João Caldas e a representação da sigla na corrida pelo Palácio do Planalto ficará a cargo de Aldo Rebelo, ex-ministro nos governos (PT) Lula e Dilma.
A ausência de Eymael encerra uma sequência de cinco candidaturas presidenciais consecutivas e de seis participações nos últimos sete pleitos. Entre 1998 e 2022, ele disputou todas as eleições para presidente, com exceção de 2002. Seu melhor resultado ocorreu em 2010, quando obteve cerca de 89,3 mil votos, equivalente a 0,09% dos válidos, terminando na quinta colocação.
Na estreia, em 1998, Eymael recebeu aproximadamente 171,8 mil votos, seu maior número absoluto. Depois disso, viu sua votação diminuir ao longo dos anos: foram cerca de 63 mil votos em 2006, 61 mil em 2014, 41 mil em 2018 e apenas 16 mil em 2022, quando terminou em 11° lugar.
Mesmo sem desempenho expressivo nas urnas, Eymael tornou-se uma figura conhecida da política brasileira por causa do jingle criado originalmente para sua campanha à Prefeitura de São Paulo, em 1985. A música, composta pelo correligionário José Raimundo de Castro, acabou se transformando em um dos slogans mais conhecidos da história eleitoral do país.
Além das campanhas presidenciais, Eymael também construiu sua trajetória como deputado constituinte. Ele participou da Assembleia Nacional Constituinte de 1988, apresentando mais de uma centena de propostas. Ele, porém, ficou especialmente conhecido por defender a inclusão da palavra “Deus” no preâmbulo da Constituição.
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