Ricardo Nunes culpa Marçal por perda de votos: “M da mentira”
Candidatos à Prefeitura de São Paulo disputam o eleitorado da direita
Pleno.News - 10/09/2024 10h25 | atualizado em 10/09/2024 10h54

O prefeito e candidato à reeleição Ricardo Nunes (MDB) minimizou divergências com Jair Bolsonaro (PL) e justificou o aumento das intenções de votos dos apoiadores do ex-presidente em Pablo Marçal (PRTB) pelas mentiras, segundo ele, que o adversário conta.
– A gente está vivendo um momento muito difícil do tal do M da mentira. E por que eu digo um momento muito difícil? É inegável que ele tem uma grande força nas redes sociais e tem uma capacidade de mentir impressionante, que eu fico muito assustado – afirmou o candidato do MDB.
Marçal possui 48% das intenções de votos entre apoiadores de Bolsonaro à frente de Nunes, com 31%, segundo a última pesquisa Datafolha.
Em entrevista ao Roda Viva, nesta segunda-feira (9), o candidato ressaltou sua participação no ato no 7 de Setembro ao lado do ex-presidente e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e destacou ações de governo semelhantes à gestão de Bolsonaro.
– Por exemplo, a questão de ter liberdade, sempre ter aquelas palavras que são mestre, Deus, família, liberdade, e tem tudo a ver com aquilo que eu sempre defendi, de forma muito clara e muito transparente – disse Nunes.
– Crítica ao ex-presidente Bolsonaro, do ponto de vista daquilo que ele pensa, que ele defende, eu não tenho crítica a ele. Eu posso ter alguma divergência de algum ponto que é natural – completou.
O candidato do MDB criticou ainda a aparição de Marçal na manifestação realizada no último sábado (7), na Avenida Paulista.
– O Pablo Marçal chegou no final, quando já havia encerrado e foi lá fazer foto e fazer selfie, então acabou ali não respeitando a liderança, o protagonismo do presidente Bolsonaro.
Sobre um possível segundo turno, Nunes destacou o fator rejeição das pesquisas eleitorais e se gabou de ter os menores porcentuais mesmo estando à frente da Prefeitura. O atual prefeito aparece em quarto lugar com 21% dos eleitores dizendo que não votariam nele, segundo a última pesquisa do instituto Datafolha.
– A minha rejeição é uma das menores rejeições, isso ajuda muito. Para quem está à frente da gestão, que evidentemente todos os problemas acabam sendo direcionados para quem está dirigindo a cidade e tem que ser assim, não estou reclamando, mas é natural que tenha uma cobrança – apontou.
*AE
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