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Soraya Thronicke fica sem verba após R$ 770 mi de fundo eleitoral

Candidata cancelou eventos por falta de dinheiro

Pleno.News - 22/09/2022 15h58 | atualizado em 22/09/2022 17h09

Soraya Thronicke é candidata à Presidência Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O economista Marcos Cintra (União Brasil), candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Soraya Thronicke (União Brasil), reclamou nesta quinta-feira (22), da falta de recursos financeiros da campanha presidencial. De acordo com Cintra, tanto ele, quanto Soraya tiveram que cancelar eventos e viagens porque não havia dinheiro suficiente para bancar as hospedagens e os deslocamentos. O partido dela é resultado da fusão do PSL com o DEM e é a maior legenda em termos de fundo eleitoral, com R$ 776,5 milhões.

– Eu cancelei alguns eventos meus e ela também alguns eventos dela. De fato, a campanha está tendo alguns problemas internos, mas eu acho que vão ser resolvidos. O que acontece é que a campanha foi paralisada, dela e minha – declarou ao Estadão.

Cintra, que já foi secretário da Receita Federal, afirmou que ele e Soraya não desistiram da candidatura.

– Ela paralisou a campanha dela, mas não houve renúncia de ninguém. Me parece que está tendo alguns problemas, tanto que eu tive que cancelar um evento no Rio de Janeiro por [não ter] condições de ir, hospedagem, de deslocamento. Está havendo problema de financiamento de algumas atividades – disse.

Soraya Thronicke é senadora em primeiro mandato pelo Mato Grosso do Sul. Ela foi escolhida pelo União Brasil como candidata a presidente de última hora após o deputado Luciano Bivar, presidente da legenda, desistir de disputar o cargo.

De acordo com a prestação de contas dela ao Tribunal Superior Eleitoral, a candidata recebeu R$ 22 milhões de recursos do União Brasil. Ela tem menos dinheiro do fundo do que candidatos de partidos menores. Simone Tebet recebeu R$ 30 milhões do MDB, que tem R$ 360,3 milhões de fundo eleitoral, e Ciro Gomes recebeu R$ 33,3 milhões do PDT, que recebeu R$ 253,4 milhões.

Além de receber menos que concorrentes em partidos menores, a campanha de Soraya repassou R$ 3,2 milhões do dinheiro que recebeu do fundo ao diretório pernambucano da legenda, estado do presidente do União Brasil.

Embora tenha uma candidatura própria a presidente, a maioria dos candidatos a governador do partido ignora a campanha de Soraya. ACM Neto, candidato a governador da Bahia, e Ronaldo Caiado, que tenta a reeleição em Goiás, evitam se posicionar sobre a disputa presidencial.

Em estados como Rio de Janeiro, Amazonas, Distrito Federal e Mato Grosso, o partido apoia o presidente Jair Bolsonaro (PL). Também há uma ala minoritária, como o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que está com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

*AE

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