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Se eleito, Lula vai governar para se perpetuar no poder, diz Tebet

Candidata à Presidência disse não acreditar "no governo Lula"

Pleno.News - 19/09/2022 18h27 | atualizado em 19/09/2022 20h12

Simone Tebet diz que Lula, se eleito, vai governar para se perpetuar no poder Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado // Bruno Ulivieri/ AgNews

A candidata à Presidência pelo MDB, senadora Simone Tebet, disse que não acredita num governo Lula. Para ela, o petista, se eleito, fará um governo populista para garantir uma perpetuação no poder do Partido dos Trabalhadores (PT) nos próximos anos.

A crítica foi feita logo após sabatina organizada pelo Estadão em parceria com a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

Foi uma resposta à pressão que a sua candidatura vem sofrendo da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para atrair votos dos eleitores da emedebista, e tentar vencer já no primeiro turno das eleições, marcado para o próximo dia 2 de outubro.

– Eu não acredito no governo Lula. Por isso, eu sou candidata. Eu não consigo visualizar [apoio], a não ser o papel que nós temos de fortalecimento de um pacto a favor do Brasil que começa e não termina agora – disse a presidenciável.

Segundo Simone Tebet, um eventual governo Lula seria mais do mesmo.

– Vai ser um Perón – disse numa referência a Juan Domingo Perón, presidente da Argentina por três mandatos nas décadas de 40, 50 e 70.

Na sabatina, Tebet manifestou desconforto com a campanha pelo voto útil e disse que vai lutar “até o fim”. Ela se recusou a falar em negociações futuras e quais compromissos da pauta econômica poderiam entrar num acordo com a campanha do PT.

A presidenciável negou que já esteja em negociação com Lula para apoio num eventual segundo turno com o presidente Jair Bolsonaro Tebet. E afirmou que nunca se reuniu com o Lula.

– Eu não converso com Lula. Sabe quando eu conversei com Lula, e até ele foi gentil em me cumprimentar e fazer uma brincadeira comigo, foi no dia do debate (da Band). Eu não tenho o celular dele e não sei com quem ele fala – disse Tebet.

Especulações em torno do nome da candidata para comandar um ministério, entre eles Justiça e Agricultura, como parte de uma negociação política, no segundo turno, têm surgido em Brasília.

Na semana passada, a candidata do MDB alertou a campanha do PT de que a estratégia pelo voto útil é desrespeitosa e pode afugentar apoios de Lula no segundo turno. Caciques do MDB, que apoiam Lula e tentaram inviabilizar sua candidatura, jogam pressão adicional pelo voto útil. O comando, no entanto, pode acabar liberando voto em caso de segundo turno.

*AE

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