Pesquisa: Entre evangélicos, Lula cai 4 pontos e Bolsonaro sobe 9
Eleitores do petista estariam migrando para Bolsonaro após fala polêmica de Lula sobre o aborto
Pleno.News - 11/05/2022 12h47 | atualizado em 11/05/2022 13h08

De acordo com a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11), o presidente Jair Bolsonaro (PL) segue na liderança das intenções de voto do eleitorado evangélico na corrida presidencial. Se a eleição fosse hoje, Bolsonaro teria 47% dos votos dos evangélicos ante 30% dos que preferem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o levantamento, Bolsonaro ganha eleitores no segmento desde fevereiro. Somente no último mês, o atual chefe do Executivo cresceu nove pontos percentuais entre evangélicos, enquanto o petista perdeu quatro.
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, apontou que 47% dos evangélicos “não ficaram sabendo da fala de Lula sobre aborto”, em abril. Na ocasião, o ex-presidente defendeu a discussão sobre a ampliação do direito à interrupção da gravidez como “questão de saúde pública”.
Quando informados sobre a declaração do petista, 62% dos evangélicos disseram que podem mudar o voto de acordo com o posicionamento de um candidato sobre o tema. Para Nunes, o desempenho de Bolsonaro entre evangélicos está relacionado à pauta do aborto.
– Aqueles que tomaram conhecimento da posição dada por Lula já começam a migrar para o presidente. O que eu sugiro é que o efeito será ainda maior no futuro quando mais gente tomar conhecimento do assunto – disse.
Apesar da tentativa de se aproximar do segmento, inclusive, com a criação de núcleos evangélicos nos estados, a campanha de Lula tem sido duramente criticado por pastores em cultos evangélicos e nas redes sociais. Bolsonaro, por outro lado, se aproxima cada vez mais do público e voltou a posicionar a pauta de costumes no Congresso Nacional.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2 mil pessoas com mais de 16 anos entre os dias 5 a 8 de maio. A coleta dos dados foi realizada de modo presencial e a margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01603/2022.
*AE
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