Leia também:
X 67,5% dos brasileiros temem agressão física por política

Lula paga e Google mostra fake news sobre absolvição

Site de busca passou a mostrar link do site do petista quando se pesquisa pelos termos "Lula prisão"

Pleno.News - 15/09/2022 17h09 | atualizado em 15/09/2022 18h19

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: EFE/Joédson Alves

Como parte dos esforços para melhorar a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o petista decidiu “promover” anúncios do Google para “provar” que o candidato do PT à Presidência é inocente. Ao se procurar no Google pelo termo “Lula prisão”, por exemplo, o primeiro link que aparece leva para o site do petista com uma fake news afirmando que ele “foi absolvido”.

Ao se entrar no link, o texto afirma que “STF, ONU e até a Globo já reconheceram que Lula foi julgado sem crime e sem prova”. Em seguida, o “anúncio” fala sobre vários processos contra o petista.

Lula, que ficou preso entre abril de 2018 e novembro de 2019, teve condenações aplicadas contra ele pela Vara Federal de Curitiba anuladas pelo STF sob duas justificativas. Em março de 2021, o Supremo entendeu que os processos não deveriam ter tramitado na capital paranaense. Já em junho daquele ano, a Corte decidiu que Moro não julgou Lula com imparcialidade.

No processo mais conhecido a ser anulado, o petista foi acusado de receber uma cobertura em Guarujá, no litoral paulista, do grupo OAS como um suposto acordo por desvios de recursos da Petrobras durante o governo petista.

Em outra ação, Lula era acusado de se beneficiar de obras realizadas pela OAS e pela Odebrecht em um sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, que pertencia a um amigo seu e que o ex-presidente frequentava com sua família. Assim como no caso da cobertura, a força-tarefa da Lava Jato apontava que as benfeitorias teriam sido realizadas com dinheiro desviado.

Na ONU, outra esfera onde Lula já alegou ter sido inocentado, o entendimento foi semelhante ao adotado pela Corte Suprema do Judiciário brasileiro. Em abril deste ano, o Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas afirmou que o ex-presidente teve os direitos políticos, a garantia a um julgamento imparcial e a privacidade na Lava Jato violadas.

No julgamento, feito em uma representação apresentada pelo próprio Lula em que ele alegava ter tido seus direitos políticos violados, o comitê concluiu que a conduta de Sergio Moro e os atos públicos do ex-juiz federal e dos procuradores da operação violaram, ainda, o direito de Lula à presunção de inocência.

Assim como na decisão da Suprema Corte, a entidade também não adentrou no mérito das acusações contra Lula, mas considerou que questões processuais teriam sido desrespeitadas para alcançar suas conclusões.

Leia também1 Pedetistas históricos farão ato contra Ciro em apoio a Lula
2 PT vai ao TSE para barrar o site Lulaflix, critico a Lula
3 Hang sobre Moraes desbloquear conta bancária: 'Decisão sensata'
4 Ciro diz que “Lula não tem moral para encarar Bolsonaro”
5 Brasmarket: Bolsonaro aparece 13 pontos à frente de Lula

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.