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Lula diz que eleição “não será fácil” e mobiliza sua militância

Petista afirmou que não será possível "descansar nem um dia"

Pleno.News - 05/08/2022 21h40 | atualizado em 05/08/2022 21h41

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Lula Foto: EFE/Carlos Ezequiel Vannoni

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (5), que a disputa deste ano pode ser difícil e pediu para a militância não “descansar nem um dia”. O petista lidera as pesquisas de intenção de voto, em um cenário que a média dos levantamentos indica estabilidade, de acordo com o agregador de pesquisas do Estadão.

– Sei que não é uma eleição fácil, que já está ganha – afirmou, durante ato em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) nesta tarde, em São Paulo, no Dia Nacional da Saúde.

E continuou.

– Se vocês quiserem realmente mudar esse país, nós temos 59 dias durante os quais a gente não pode descansar nem um dia. É preciso desfazer a fábrica de mentiras montada por eles por meio do WhatsApp, das fake news – ressaltou.

Mesmo com o primeiro lugar nas principais pesquisas de intenção de voto, petistas avaliam que medidas como a PEC dos Benefícios podem ter um efeito positivo na campanha do presidente, tornando mais difícil uma possível vitória em primeiro turno.

De acordo com o mais recente levantamento do Datafolha, divulgado em julho, Lula tem 18 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL). O petista tem 47% das intenções de voto. Já o presidente tem 29%, oscilando um ponto para cima em comparação com o último levantamento, em junho.

Entre o eleitorado feminino, Bolsonaro cresceu seis pontos porcentuais em comparação com o levantamento anterior. A mesma pesquisa aponta também que o presidente avançou entre os mais pobres – passando de 20% para 23% – dentro da margem de erro, na faixa dos que ganham até dois salários mínimos mensais.

No ato em defesa do SUS, Lula prometeu, mais uma vez, revogar o teto de gastos – âncora fiscal que, segundo ele, poderia “inviabilizar completamente o SUS”.

– Não é possível que a gente ainda trate a questão da saúde como gasto (…) Se nada for feito, a manutenção desse crime continuado acabará por inviabilizar completamente o SUS, abrindo as portas para a privatização total da saúde nesse país – afirmou o petista durante evento.

E completou.

– O teto de gastos foi criado para que se evitasse aumento na saúde, na educação, no transporte coletivo, na renda das pessoas que trabalham nesse país – disse durante seu discurso.

O candidato prometeu ainda reconstruir o pacto nacional pela saúde pública de qualidade, que, segundo ele, “foi quebrado pelo golpe de 2016 e transformado pelo atual presidente em um verdadeiro caos”.

O evento foi organizado pela Frente Pela Vida, e contou com a presença, entre outros, dos ex-ministros da Saúde Humberto Costa, Alexandre Padilha e Arthur Chioro.

*AE

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