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Justiça eleitoral manda tirar do ar propaganda de Kid Bengala por ferir ‘moral e bons costumes’

Vídeo do candidato a deputado federal já tinha mais de 200 mil visualizações

Pleno.News - 15/09/2022 22h11 | atualizado em 16/09/2022 11h58

Kid Bengala em propaganda eleitoral Foto: Reprodução/Print de vídeo publicado nas redes sociais

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) mandou tirar do ar uma propaganda do ator pornô e candidato a deputado federal Clóvis Basílio dos Santos (União Brasil-SP), conhecido como Kid Bengala, por conotação sexual.

O vídeo estava publicado no TikTok do candidato desde 16 de agosto e já tinha mais de 200 mil visualizações.

– Pessoal, hoje é meu primeiro dia de campanha a deputado federal. Por isso, como o Lucas, como o seu João, como o José, como o Ricardo, também como a Flávia, como a Maria, como a Joice, enfim, eu como todos os brasileiros e brasileiras, estou de saco cheio de tantas sacanagens na política. Por isso, como você, eu resolvi inovar para meter o pau nessa bagunça. Federal é 4469, Kid Bengala. Pode apostar que eu vou entrar é com tudo – disse o candidato na gravação.

A decisão provisória que mandou excluir o vídeo é da juíza Maria Cláudia e atende a um pedido do Ministério Público Eleitoral. Ela disse que a propaganda é “apelativa” e não traz propostas.

– Não é preciso se aprofundar na argumentação para concluir que a fala do candidato – que, no vídeo, ainda vem acompanhada de uma certa “coreografia”, sugestiva de ato sexual – não veicula qualquer conteúdo programático ou propositivo, para além de ser apta a criar, na opinião pública, estado de indignação, seja pelo emprego do verbo comer no sentido sexual, chulo e grosseiro, seja pelo uso de outros termos vulgares, que ferem a moral e os bons costumes, o que não pode ser permitido pela Justiça Eleitoral – escreveu a juíza.

Ao entrar com a ação, o MP disse que a intervenção da Justiça Eleitoral na liberdade de expressão nas campanhas deve ser mínima, mas não pode ignorar casos que “desbordam do senso comum e agridem a moral, a honra, a decência, assim como subestimem a inteligência dos eleitores”.

*AE

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