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Já em tom eleitoral, Pacheco diz que precisa conter “extremismo”

Presidente do Senado disparou indiretas ao governo do presidente Jair Bolsonaro durante convenção do PSD

Paulo Moura - 25/11/2021 09h15 | atualizado em 25/11/2021 09h35

Pacheco já tem adotado postura de pré-candidato Foto: Agência Senado/Pedro Gontijo

Foi adotando um tom que já parece o de um pré-candidato ao Palácio do Planalto no próximo ano, que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), discursou durante a convenção de seu novo partido, em Brasília (DF), na quarta-feira (24). Apesar de evitar confirmar sua pré-candidatura, Pacheco lançou mão de diversas falas críticas, endereçadas ao presidente Jair Bolsonaro e a seus apoiadores.

Em determinado momento, por exemplo, Pacheco disse que, “embora alguns tenham sugerido que não houvesse eleição, o que foi prontamente repudiado, as eleições acontecerão”. Na fala, o presidente do Senado ainda disse que amar o país “não é só colocar camisa brasileira”, fazendo referência à indumentária utilizada com frequência nas manifestações pró-Bolsonaro.

– Amor ao Brasil não é só colocar camisa brasileira e sair xingando o STF e o Congresso. Amar o Brasil é respeitar o que é diferente – disse.

Pacheco ainda disparou outras declarações críticas encaradas como “indiretas” ao governo atual, como a citação de que existem problemas que, segundo ele, seriam “evitáveis” se “fizéssemos da política aquilo para o que ela existe”.

O presidente do Senado disse ainda que é necessário conter o que chamou de “extremismo”.

– O que estamos vivendo no Brasil hoje são diversos problemas que seriam plenamente evitáveis se fizéssemos da política aquilo para o que ela existe, que é buscar solução para a vida das pessoas. Estamos vivendo o radicalismo, o extremismo e a política da discórdia, que estão acabando com o Brasil, e precisamos conter isso – destacou.

Apesar da postura, Pacheco evitou confirmar oficialmente sua pré-candidatura à Presidência da República em 2022. Entretanto, o político afirmou que, nas eleições do próximo ano, estará “de corpo, alma, mente e coração a serviço do partido e a serviço do Brasil”.

– O Brasil, nesse instante, não precisa de candidato à Presidência da República, como muitos estão se apresentando. O Brasil precisa de homens e mulheres cientes de suas próprias responsabilidades neste ano de 2021, para enfrentar os problemas reais – finalizou.

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