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Forças Armadas não se sentem prestigiadas, diz governo ao TSE

Manifestação foi enviada à Corte pelo ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira

Henrique Gimenes - 10/06/2022 18h07 | atualizado em 10/06/2022 19h51

General Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, ministro da Defesa Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta sexta-feira (10), o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, enviou um ofício ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, para falar das sugestões apresentadas pelas Forças Armadas para as eleições. No documento, ele afirmou que “as Forças Armadas não se sentem devidamente prestigiadas por atenderem ao honroso convite” feito pela Corte para integrarem o processo eleitoral.

As Forças Armadas foram chamadas no ano passado para integrarem a Comissão de Transparência das Eleições (CTE). O convite partiu do então presidente do TSE na época, ministro Luís Roberto Barroso. Após o ato, os militares enviaram sugestões à Corte para o pleito.

O TSE divulgou um longo documento dando respostas às questões das Forças Armadas. Além disso, a Corte apontou que “algumas das sugestões apresentadas continuarão sob análise do corpo técnico deste Tribunal. Caso se observe que podem trazer melhorias técnicas, normativas ou logísticas ao sistema eleitoral, podem vir a compor a regulamentação dos pleitos vindouros”.

No ofício enviado à Corte, o ministro da Defesa explicou que “o que se busca com as propostas das Forças Armadas é aperfeiçoar a segurança e a transparência do processo eleitoral, mitigando ao máximo as possibilidades de ataques cibernéticos, falhas e fraudes, que podem comprometer as eleições”.

Ele também apontou que “divergências que ainda persistam podem ser dirimidas com a pretendida discussão entre as equipes técnicas” e que “sugestões propostas pelas Forças Armadas precisam ser debatidas pelos técnicos”.

O texto conclui dizendo que “a todos nós não interessa concluir o pleito eleitoral sob a sombra da desconfiança dos eleitores. Eleições transparentes são questões de soberania nacional e de respeito aos eleitores”.

O documento enviado ao TSE pode ser avisto aqui.

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