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Bolsonaro ironiza missão da OEA, que vai observar as eleições

"Vêm observar o quê?", disse o presidente

Pleno.News - 26/09/2022 18h00 | atualizado em 26/09/2022 19h31

Presidente Jair Bolsonaro Foto: EFE/Sebastião Moreira

O presidente Jair Bolsonaro (PL) ironizou nesta segunda-feira (26), a missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) que vai observar o processo eleitoral no Brasil.

– Eu vou estar agora com o chefe dos observadores que vêm observar as eleições aqui. Eu vou perguntar: “Vêm observar o quê?” – disse o presidente, antes de se encontrar nesta manhã com Rubén Ramírez Lezcano, que chefia a Missão de Observação Eleitoral da OEA.

O chefe do Executivo também voltou a defender uma contagem paralela de votos e afirmou que seus apoiadores no país são “no mínimo 60%”.

– A gente tem que contar os votos (…) tem muita gente inteligente por aí, o número de pessoas que conseguiram o entendimento do que está em jogo; nós somos hoje em dia no mínimo 60% no Brasil – declarou.

OEA
O presidente se reuniu hoje com o chefe da missão da OEA no Palácio do Planalto. A seis dias do primeiro turno, a entidade começou a avaliar a disputa eleitoral no Brasil e também deve manter contato com outros candidatos, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de partidos políticos e observadores locais.

– Hoje nós tivemos a oportunidade de falar com o presidente da República Federativa do Brasil e com parte do gabinete do senhor presidente – disse Lezcano, a jornalistas, sem dar detalhes sobre o teor da conversa com Bolsonaro.

– Nós mantivemos uma reunião muito cordial. Estamos levantando todos os depoimentos dos diferentes candidatos – respondeu o chefe da missão da OEA, quando questionado sobre as críticas do chefe do Executivo às urnas eletrônicas.

Lezcano afirmou que a OEA vai divulgar um relatório sobre o primeiro turno das eleições.

– Nós estamos iniciando a nossa Missão de Observação Eleitoral. Vamos, a partir de agora, a uma série de reuniões com os candidatos. Convidamos todos os candidatos a mantermos reuniões. Também com os partidos políticos, com as instituições do governo, como o TSE, entre outros, com as organizações da sociedade brasileira, com observadores locais – detalhou o chefe da missão da OEA, que é ex-ministro das Relações Exteriores do Paraguai.

– O mais importante é a transparência – declarou Lezcano, que deve viajar para São Paulo nesta quarta-feira (28).

A missão da OEA chegou ao Brasil na última sexta (23), e conta com 55 especialistas. Lezcano disse que deve se reunir com Lula quando houver um espaço na agenda do ex-presidente petista.

*AE

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