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Ela costuma conciliar posições conservadores com ideias tidas como liberais

Camille Dornelles - 15/05/2018 11h43 | atualizado em 01/10/2018 10h48

Marina Silva disputa a Presidência mais uma vez Foto: FNP

Atualmente são 20 os pré-candidatos à Presidência da República. Para ajudar a conhecer um pouco mais sobre cada um, o Pleno.News preparou um perfil deles. Confira aqui o de Marina Silva (REDE), que disputa o cargo pela terceira vez:

TRAJETÓRIA
Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima nasceu em Rio Branco, no Acre, no dia 8 de fevereiro de 1958. Ela cursou História e trabalhou como professora, psicopedagoga e ambientalista antes de ingressar na carreira política.

Em 1984 iniciou seu trabalho como como vice-coordenadora da Central Única dos Trabalhadores no Acre. No ano seguinte, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e foi eleita pela primeira vez a um cargo público em 1988, quando foi a vereadora mais votada de Rio Branco.

Foi eleita senadora aos 36 anos e ficou no cargo de 1994 a 2006. Chegou a ser ministra do Meio Ambiente no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2008. Depois de ver divergências de suas ideias com o PT, se filiou ao Partido Verde (PV) e concorreu à Presidência em 2010.

Ela ficou em terceiro lugar, com mais de 19 milhões de votos. Voltou a ser candidata em 2014, quando assumiu o lugar de Eduardo Campos, e também ficou em terceiro lugar, com 22 milhões de votos.

RELIGIÃO E FAMÍLIA
Em entrevistas, já falou abertamente sobre sua fé, da qual tem orgulho. Ao jornal O Estado de S.Paulo, chegou a afirmar que não tem medo de expor sua fé religiosa e que “as pessoas têm o direito liberdade de expressão previsto na nossa Constituição”.

– A minha fé é pública e é de conhecimento público. Eu sou evangélica da Assembleia de Deus, já fui quase freira, inclusive. Hoje eu sou convertida à fé evangélica, mas eu tenho muito respeito pelos meus irmãos católicos, tenho respeito pelas outras crenças, de quem tem origem afrodescendente, de quem tem origem em outras tradições religiosas e tenho respeito também por aqueles que não creem. Afinal de contas você não está na política como líder espiritual, mas para defender os interesses dos cidadãos – declarou.

É casada com Fábio Vaz de Lima, com quem teve Moara e Maiara. Marina também já foi casada com Raimundo Souza, pai de seus filhos Shalon e Danilo.

Marina Silva firma compromisso com LGBTIs Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

ABORTO
Marina Silva é contra o aborto. A proibição da legalização se tornou uma de suas bandeiras eleitorais mais conhecidas desde sua primeira disputa presidencial, em 2010.

– Sou contra e tenho dito isso desde 2010. O que eu não faço é satanizar as pessoas que têm uma posição diferente da minha. O que é que nós queremos? Que ninguém possa ter uma gravidez indesejada. Obviamente que acredito que ninguém deva fazer o aborto como uma forma de evitar, como um método contraceptivo – afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo, em abril.

GAYS
De acordo com a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, divulgada na última semana, Marina teria assinado uma carta em que firma o compromisso de assegurar os direitos dos LGBTIs no caso de ser eleita.

Entre os direitos assegurados, estariam o casamento entre pessoas do mesmo sexo, direito à adoção, herança e previdência. Em 2014 ela se manifestou abertamente sobre o assunto, durante uma entrevista coletiva em frente à sua residência.

– Eu sou a favor dos direitos civis de todas as pessoas e a união civil entre pessoas do mesmo sexo já está assegurada na Justiça por uma decisão do Supremo. Tem muita gente que faz a confusão entre união estável e união civil. A união civil assegura todos os direitos para os casais que têm a união no mesmo sexo. O casamento é estabelecido entre pessoas de sexo diferente. É isso que está assegurado na Constituição, na legislação brasileira – declarou.

ECONOMIA
Durante o evento de sua pré-candidatura, defendeu o controle dos gastos públicos (que deve ser, no máximo, metade do PIB). Também disse que não revogará as reformas trabalhistas feitas durante o governo de Temer, principalmente aos empresários.

– Não vamos continuar com aquela postura de ter 0,5% do nosso PIB para o Bolsa Familia e em torno de 5% para o Bolsa Empresário, com juros subsidiados do BNDES. Não vai continuar com a prática de escolher os campeões nacionais para nos nocautear como o fez o senhor Eike Batista – afirmou.

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