O que Fernando Haddad acha sobre religião, aborto e gays

O petista é professor e já foi ministro da Educação no governo Dilma Rousseff

Pleno.News - 08/10/2018 09h14

Ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, pode concorrer pelo PT Foto: AGPT/Lula Marques

Fernando Haddad (PT) está na disputa do segundo turno pela Presidência da República. Para ajudar a conhecer um pouco mais sobre suas ideias, o Pleno.News preparou um perfil do presidenciável. Confira abaixo.

TRAJETÓRIA
Fernando Haddad foi prefeito da cidade de São Paulo entre 2013 e 2017. Além de político, também é professor de Ciência Política na Universidade de São Paulo (USP), onde se formou em Direito. Chegou a ser ministro da Educação entre 2005 e 2012, nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

RELIGIÃO E FAMÍLIA
Haddad se define como cristão ortodoxo. Durante as eleições à prefeitura de São Paulo em 2012, acusou líderes evangélicos de atacarem sua honra e difundirem mentiras sobre o governo de Dilma Rousseff. Um de seus projetos mais polêmicos, que ficou conhecido como “kit gay”, foi negado por Dilma após sofrer pressão da bancada evangélica no Congresso Nacional, provocando as acusações.

Sua mãe, Norma Teresa Goussain, é espírita kardecista. O avô de Haddad, Cury Habib Haddad, tornou-se padre da Igreja Ortodoxa Grega de Antioquia após ficar viúvo. Fernando Haddad é casado e tem dois filhos: Frederico e Ana Carolina.

ABORTO
Fernando Haddad se declarou contra o aborto. Durante a campanha pela prefeitura, defendeu que “a sociedade tem que diminuir o número de abortos”.

– Penso que temos que respeitar a Constituição, no caso da união civil. E, no caso do aborto, eu pessoalmente sou contra. As mulheres enfrentam os desafios da vida de maneira própria. Temos que evoluir, temos que estabelecer políticas públicas oferecendo às mulheres condições de planejar suas vidas – declarou o ex-ministro à Folha de S. Paulo, em 2012.

GAYS
O ex-prefeito de São Paulo é favorável ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Quando era ministro da Educação, Haddad criou o Escola Sem Homofobia, o chamado “kit gay”, integrante do programa Brasil Sem Homofobia.

Era uma proposta de implantação de materiais destinados a professores de escolas públicas sobre educação sexual. O programa trazia vídeos elaborados pelo Ministério sobre homossexualidade, transexualidade e bissexualidade defendendo os direitos dessa população.

Um dos materiais, Aparelho Reprodutor e Cia, foi alvo de diversas críticas da bancada evangélica. Os argumentos que fizeram a então presidente Dilma Rousseff cancelar o programa diziam que era uma proposta de “implantação de educação sexual em escolas públicas com materiais pró-homossexualismo”. O livro, no entanto, não estava na lista de materiais integrantes do projeto.

Além disso, Haddad também é favorável às manifestações de orgulho gay. Na Parada Gay de 2013, chegou a comparar a luta de homossexuais com a de cristãos.

– Assim como os homossexuais, os judeus, os cristãos, os negros e as mulheres já tiveram que defender seus direitos ao longo da História – declarou em discurso de abertura do evento.

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