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Haddad: “Eleitor não pode ser atacado por sua opinião”

Candidato do PT disse também que vai entrar em contato com outros partidos

Henrique Gimenes - 09/10/2018 16h28

O candidato Fernando Haddad Foto: Agência Brasil/José Cruz

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, afirmou, nesta terça-feira (9), que eleitores não podem ser “covardemente atacados” por suas opiniões nas eleições. A declaração foi dada em São Paulo.

O presidenciável citou um ataque contra um capoeirista no domingo (7) após o primeiro turno das eleições e disse que esse tipo de atitude “ameaça a democracia”.

– Não há problema em uma pessoa pensar de um jeito e a outra de outro. O problema é em função da sua opinião, da sua liberdade de expressão, ser covardemente atacado. Nós, que estamos na vida pública, sentimos que a democracia esteja ameaçada com esse tipo de atitude covarde de determinados setores da sociedade. Ontem mesmo recebemos a informação de um mestre da Bahia que foi morto com 12 facadas em função da sua opinião sobre as eleições – explicou.

Sobre alianças para o segundo turno, que será disputado contra o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, o petista disse que já procurou diversas outras siglas para se unir em “defesa da democracia e dos direitos trabalhistas e sociais”. Haddad ressaltou, porém, que ainda não entrou em contato com o PSDB.

– Sempre fomos favoráveis ao campo progressista democrático popular, que esses partidos estivessem todos juntos no segundo turno em defesa da democracia e dos direitos trabalhistas e sociais. Essa recomposição de campo é importante para nós. Estamos em contato com o Ciro, com as lideranças do PSB e também do PSOL, que já declarou apoio, para formar essa coalizão, pela liberdade, pela democracia e pelos direitos sociais – destacou.

Sobre suas propostas, o candidato do PT afirmou que pretende reduzir os impostos para a as camadas mais pobre das população e a classe. A compensação viria com mais tributos para os mais ricos.

– Compensando essa queda de arrecadação, cobrando dos muitos ricos que hoje não pagam o imposto. Nós vamos aumentar o poder de compra e isso vai gerar consumo e, por consequência, aumento da produção com novas contratações – destacou.

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