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Haddad: ‘Derrota em 2016 foi pelo clima de antipetismo’

Candidato do PT participou de sabatina no Jornal Nacional e falou sobre denúncias de corrupção e os governos anteriores de seu partido

Henrique Gimenes - 14/09/2018 22h02 | atualizado em 14/09/2018 22h03

Fernando Haddad no Jornal Nacional Foto: Reprodução

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, participou, nesta sexta-feira (14), de sabatina no Jornal Nacional, da Rede Globo. No programa, ele falou sobre suas propostas de governo, sobre as denúncias de corrupção enfrentadas por seu partido e pelos governos anteriores.

Logo no início, o presidenciável foi questionado sobre os escândalos de corrupção nos governos do PT, o “mensalão” e o “petrolão”. Para Haddad, seu partido foi responsável por fortalecer as instituições da Justiça. Ao ser ser questionado sobre nomes do partido investigados, ele disse que “não condena ninguém por antecipação”.

– Estamos em um momento em que muitas pessoas são investigadas e muitas estão sendo absolvidas. Outras tantas não. Então você tem que individualizar e cada um pagar pelos seus atos. Você não pode, em função de um indício, condenar. E eu penso que a Rede Globo muitas vezes condena por antecipação. Vocês não tratariam os problemas da Rede Globo da maneira como tratam os do PT – apontou.

O candidato também foi questionado sobre as nomeações feitas pelo PT para o Judiciário, como os membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras Cortes e se as condenações de membros do partido são prova de um conspiração da Justiça ou se há isenção.

– O que você testemunha é que nós nunca partidarizamos o Judiciário. O ex-presidente Lula jamais indicou um ministro pensando em como ele iria votar ou se iria perseguir alguém (…) Isso não significa que o Judiciário não possa errar. E é em função desses erros que os recursos são previstos na nossa Constituição – explicou.

Fernando Haddad também respondeu sobre a derrota para a Prefeitura de São Paulo nas eleições em 2016, quando tentou ser reeleito e não conseguiu. Para o candidato, sua derrota naquele pleito aconteceu devido ao antipetismo.

– Em 2016 foi um ano muito atípico na cidade de São Paulo. O clima que se criou no Brasil de ‘antipetismo’ porque se represou informações sobre os demais partidos foi enorme (…) O eleitor votou com as informações que tinha, que o PSDB era de santos, o PMDB era de santos, o PP era de santos e o demônio do país era o PT. Isso se mostrou errado – destacou.

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