Diretor nega verba de Vorcaro em filme de Lula e ameaça processo
Oliver Stone lançou documentário em 2024
Monique Mello - 15/05/2026 15h37 | atualizado em 15/05/2026 16h57

Os produtores e diretores do filme Lula, obra do norte-americano Oliver Stone, negam que tenham recebido recursos de Daniel Vorcaro, do Banco Master. A informação havia sido divulgada pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Por meio de nota à Folha de S.Paulo, a equipe do documentário classificou como “especulações recentes na imprensa brasileira” e indicou que poderá tomar “medidas judiciais cabíveis”.
Lauro Jardim também noticiou que Vorcaro financiou um filme sobre o ex-presidente Michel Temer (MDB) chamado 963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos, dirigido por Bruno Barreto. O filme conta a história da gestão de Temer após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Após a divulgação da reportagem, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República disse, em nota, que nem o governo, nem o presidente Lula pediram recursos a Vorcaro para a produção do filme.
Já o produtor do documentário sobre Temer, Elsinho Mouco, negou que tenha pedido dinheiro ao banqueiro.
O documentário Lula foi lançado em 2024 com Oliver Stone e Rob Wilson dividindo a direção. a produção acompanha a vida do petista no período que começa em sua prisão, em 2018, até o seu retorno à Presidência da República, nas eleições de 2022. O documentário foi exibido em alguns festivais de cinema, como o de Cannes, na França.
Veja a íntegra da nota da equipe de Oliver Stone:
Em resposta às especulações recentes na imprensa brasileira, os produtores e diretores de “Lula” (2024) – obra do cineasta Oliver Stone e Rob Wilson – esclarecem que não houveram quaisquer recebimentos de recursos, investimentos, patrocínios ou contribuições de qualquer natureza originados a partir de negociações com Daniel Vorcaro, com o Banco Master ou de qualquer empresa ou fundo a eles associados.
Reservamo-nos o direito de adotar as medidas judiciais cabíveis contra falsas alegações e informações inverídicas noticiadas publicamente.
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