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Escola de Duque de Caxias homenageou trajetória de pai de santo

Rafael Ramos - 24/02/2020 08h16 | atualizado em 24/02/2020 09h52

Há quem diga que política e religião são dois assuntos que não se discute. Entretanto, o combo pontuou bastante o desfile de algumas escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Enquanto a paulista Mancha Verde, com seu enredo “Pai! Perdoai, Eles Não Sabem o que Fazem!”, criticou a gestão do governo Bolsonaro com alas que debochavam dos ministros Paulo Guedes e Damares Alves, no Rio foi a Acadêmicos de Vigário Geral, da série A, foi vaiada por ironizar do chefe do Executivo ao desfilar com um palhaço carregando a faixa presidencial pela Marquês de Sapucaí, o que rende algumas vaias por parte do público presente.

No domingo (23), talvez a escola mais esperada e comentada foi a Mangueira. A começar por um samba-enredo que apresentaria a trajetória de Jesus Cristo, a agremiação de Leandro Vieira causou polêmica com duas representações do Filho de Deus: uma pela rainha da bateria Evelyn Bastos e outra pelo pastor evangélico Henrique Vieira. O desfile ainda teceu críticas a líderes evangélicos e, mais uma vez, ao presidente Jair Bolsonaro.

Já a Grande Rio, representante da Baixada Fluminense, apresentou problemas em sua homenagem ao pai de santo Joãozinho da Gomeia, no início da madrugada desta segunda-feira (24). Na parte técnica, o abre-alas causou um buraco na avenida, o que pode tirar pontos da escola de Duque de Caxias. Além disso, o carro do candomblé teve dificuldades em quase todo o trajeto. As falhas se refletiram na evolução da Grande Rio, que orientou seus componentes a apertarem o passo.

Assim como a Verde-e-Rosa, a escola também trouxe evangélicos entre os seus foliões. A modelo Joyce Salvador, de 27 anos, integrou a ala de 80 carecas representando a iniciação no candomblé. Já o pastor José Barbosa Junior, da Comunidade Cristã da Lapa, entrou no último carro – “O revoar da liberdade” – ao lado de lideranças religiosas, artistas, ativistas e intelectuais que lutam contra a intolerância religiosa.

– A gente tem que unir forças. Não dá pra aplaudir quem prega o ódio, desrespeito e a intolerância – declarou o pastor.

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