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Defesa de Roger Abdelmassih pede à Justiça prisão domiciliar

Ex-médico cumpre pena de 173 anos de prisão por crimes sexuais cometidos contra 37 pacientes

Paulo Moura - 26/12/2025 11h02 | atualizado em 26/12/2025 12h29

Roger Abdelmassih (de camisa branca e colete) Foto: EFE/Sebastião Moreira

A defesa do ex-médico Roger Abdelmassih, de 82 anos, apresentou à Justiça de São Paulo um novo pedido de concessão de prisão domiciliar humanitária. No requerimento, é dito que Abdelmassih corre “risco de morte súbita” enquanto cumpre pena na Penitenciária de Tremembé, no interior do estado, conhecida como o “presídio dos famosos”.

Abdelmassih foi condenado a 173 anos de prisão por crimes sexuais cometidos contra 37 pacientes entre 1995 e 2008. Apesar das condenações, ele sempre negou todas as acusações. No pedido mais recente de prisão domiciliar, protocolado em 12 de dezembro, a advogada Larissa Abdelmassih, que é esposa do ex-médico, diz que ele tem cardiopatia isquêmica e que já foi submetido à colocação de seis stents.

A petição também menciona avaliação de um cardiologista que teria alertado para a ocorrência de arritmias cardíacas, indicando “grande possibilidade” de necessidade de implante de marcapasso, além do risco concreto de morte súbita. Diante desse cenário, a defesa argumenta que a prisão domiciliar visa garantir o “direito à vida, à saúde e à dignidade” de Abdelmassih.

Até o momento, o pedido ainda não foi analisado. Um requerimento semelhante já havia sido apresentado pela defesa em 2023, mas foi negado. O Ministério Público de São Paulo, por sua vez, tem se posicionado de forma contrária à concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-médico.

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