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Defesa de hacker condenado com Carla Zambelli pede semiaberto

Walter Delgatti Neto está preso há dois anos

Pleno.News - 08/07/2025 12h51 | atualizado em 08/07/2025 17h01

Hacker Walter Delgatti na CPMI do 8 de janeiro Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A defesa de Walter Delgatti Neto, condenado por invadir o sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pediu nesta segunda-feira (7) para que o hacker cumpra sua pena em regime semiaberto.

O hacker está encarcerado no Presídio de Tremembé (SP) há dois anos. Como a pena de Delgatti é de oito anos e três meses de detenção, a defesa argumenta que ele já cumpriu 20% do tempo previsto e teria direito à progressão. Segundo a Justiça, ele agiu a mando da deputada Carla Zambelli (PL-SP), ambos foram também condenados a pagar R$ 2 milhões por danos materiais e morais coletivos.

Delgatti foi preso preventivamente em agosto de 2023, sob suspeita de ter invadido o sistema do CNJ e inserido documentos falsos no ambiente, dentre eles, uma ordem de prisão para o ministro Alexandre de Moraes que dizia “expeça-se o mandado de prisão em desfavor de mim mesmo, Alexandre de Moraes. Publique-se, intime-se e faz o L”. A prisão do hacker só foi confirmada em maio deste ano pelo o Supremo Tribunal Federal (STF).

A defesa de Delgatti afirma que ele foi “iludido” por promessas feitas por Zambelli, que seria a “mentora intelectual” do plano. Os advogados da deputada, por sua vez, acusam o hacker de ser mentiroso compulsivo e mitomaníaco, alegando que Zambelli nunca teve relação com Delgatti. A defesa dela pede uma acareação online.

Desde que recebeu a condenação junto com Delgatti, Zambelli deixou o país rumo à Itália com o objetivo de evitar a prisão. A deputada licenciada teve seu nome inserido na lista de difusão vermelha da Interpol e é considerada foragida.

Delgatti ficou conhecido por hackear trocas de mensagens do ex-juiz da Operação Lava Jato Sergio Moro e do ex-procurador da República e deputado cassado Deltan Dallagnol. Ele repassou o conteúdo das mensagens entre Moro e Dallagnol ao jornalista Glenn Greenwald no caso ficou conhecido como “Vaza Jato”.

*AE

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