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"O Estado não tem soberania", diz promotor-chefe da Gaeco

Monique Mello - 10/11/2025 13h17 | atualizado em 10/11/2025 13h50

Megaoperação policial contra o CV realizada no Rio de Janeiro Foto: EFE/ Antonio Lacerda

Membros do Comando Vermelho de Mato Grosso estão se instalando em comunidades dominadas pelo tráfico no Rio de Janeiro, pagando até R$ 80 mil por mês em troca de proteção, segundo o Ministério Público estadual. Parte do valor é em dinheiro – cerca de R$ 50 mil – e o restante em fuzis avaliados entre R$ 20 mil e R$ 30 mil.

Apurações do Gaeco indicam que ao menos 15 integrantes migraram para o Sudeste neste ano. O grupo enviou 16 armas de grosso calibre para favelas como Rocinha, Vidigal, Penha e Complexo do Alemão, transportadas por carros e ônibus.

Mensagens obtidas em celulares apreendidos confirmam as negociações.

– Eles foram para o Rio porque aqui a polícia entra em qualquer lugar. Lá, não. É um território dominado, como a Faixa de Gaza – o Estado não tem soberania – disse o promotor-chefe do Gaeco, Adriano Roberto Alves, ao jornal Folha de S.Paulo.

A Secretaria de Segurança Pública do Rio diz manter ações permanentes contra o crime e articulação com outros estados. Em nota, informou que a Operação Contenção prendeu cerca de 100 criminosos e neutralizou outros 117, sendo 62 de fora do estado, um deles de Mato Grosso.

O Comando Vermelho é hoje a principal facção em atividade em Mato Grosso, com cerca de 10 mil membros e faturamento mensal superior a R$ 1 milhão. Surgido na Penitenciária Central em 2013, o grupo domina o tráfico em 95% dos municípios.

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