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Cuba: Bolsonaro diz que Lula é contra movimento de liberdade

Presidente também voltou a criticar o programa Mais Médicos, criado pelo governo Dilma

Thamirys Andrade - 13/07/2021 12h46 | atualizado em 13/07/2021 13h26

jair bolsonaro e lula colagem
O atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro, e o ex-presidente Lula

Após as falas do ex-presidente Lula (PT) acerca da crise política em Cuba, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o petista está agindo contra “o movimento de liberdade” do país caribenho.

– Vocês podem ver. Eu apoio lá o movimento do pessoal que pede liberdade. Agora, o que o Lula acha do que ‘tá acontecendo em Cuba? Ele ‘tá contra o movimento de liberdade pra Cuba. E tem gente que apoia esse cara pra ser presidente do Brasil. Qual vai ser o futuro nosso se esse bandido for eleito presidente da República? – questionou o chefe do Executivo, em conversa com apoiadores nesta terça-feira (13).

Bolsonaro também criticou o projeto Mais Médicos, que promovia a atuação de profissionais da Saúde cubanos em áreas remotas brasileiras. De acordo com o presidente, a iniciativa criada na gestão Dilma era uma forma de financiar o governo comunista cubano.

– Tinham uns 15 mil [médicos cubanos] aqui no Brasil, recebendo 20% do salário [e] devolvendo 80% para o governo cubano. Ninguém falava nada aqui. Só eu falava. Tanto é que, quando eu fui eleito, eles já foram embora antes de eu assumir. Era uma farsa a Medicina cubana aqui. Era pra dar dinheiro para a ditadura cubana – declarou.

POSICIONAMENTO DE LULA
Na manhã desta terça-feira, o ex-presidente Lula culpou o bloqueio econômico dos Estados Unidos pela crise no país caribenho.

– Se Cuba não tivesse um bloqueio, poderia ser uma Holanda. Tem um povo intelectualmente preparado, altamente educado. Mas Cuba não conseguiu nem comprar respiradores por causa de um bloqueio desumano dos EUA.

O petista também minimizou as manifestações e questionou a atenção que elas têm recebido do mundo. Em sua opinião, o que houve em Cuba foi apenas “uma passeata” e, inclusive, o presidente do país, Miguel Díaz-Canel, estava presente.

– Já cansei de ver faixa contra Lula, contra Dilma, contra o Trump… As pessoas se manifestam. Mas você não viu nenhum soldado em Cuba com o joelho em cima do pescoço de um negro, matando ele… Os problemas de Cuba serão resolvidos pelos cubanos.

Nos últimos dias, os protestos cubanos reuniram milhares de pessoas em um dos maiores movimentos das últimas décadas no país. As manifestações vêm registrando denúncias de violência policial e a prisão de cidadãos e jornalistas.

Na segunda-feira (12), o regime da ilha cortou a internet e plataformas de mídia social, a fim de evitar que os opositores organizem novos protestos. Além do bloqueio de internet, a Associated Press (AP) denunciou cortes de energia em Havana e outras cidades cubanas.

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