Contaminação inédita em ração matou 245 cavalos em 4 estados
"Esse é um caso único", diz Ministério da Agricultura e Pecuária
Pleno.News - 13/07/2025 18h24 | atualizado em 14/07/2025 15h37

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que investiga um caso inédito de contaminação em ração animal que já provocou a morte de ao menos 245 cavalos nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Alagoas. A suspeita recai sobre produtos fabricados pela empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda., que teve a produção interditada parcialmente por decisão do governo federal.
Segundo a nota do Mapa, todas as propriedades afetadas registraram mortes apenas entre animais que consumiram as rações da Nutratta. Cavalos que não ingeriram o produto, ainda que alojados nos mesmos ambientes, permaneceram saudáveis.
Amostras analisadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) identificaram a presença de alcaloides pirrolizidínicos – substâncias tóxicas, entre elas a monocrotalina – com efeitos neurológicos e hepáticos severos em equinos.
– Esse é um caso único. Nunca, em toda a história do Ministério, havíamos identificado a presença dessa substância em ração para equinos. É a primeira vez que isso acontece – afirmou, na nota, o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.
A origem da contaminação, segundo o ministério, está relacionada a falhas no controle da matéria-prima utilizada pela empresa, que apresentava resíduos de plantas do gênero Crotalaria, conhecidas por gerar a substância tóxica.
Diante das irregularidades, o Mapa instaurou processo administrativo fiscalizatório, lavrou auto de infração e suspendeu a fabricação e comercialização de rações para equídeos Posteriormente, a proibição foi ampliada para rações destinadas a todas as espécies animais.
Apesar da interdição, a Nutratta obteve decisão judicial autorizando a retomada parcial da produção, medida que o Mapa contesta. O ministério já recorreu da decisão, alegando que há novas evidências técnicas que demonstram os riscos à saúde animal e justificam a manutenção das medidas cautelares.
– Estamos acompanhando de perto. Precisamos garantir que todo o lote contaminado seja recolhido e que nenhum novo caso aconteça – destacou Goulart.
*AE
Leia também1 Paciente morre com bactéria da 'Grande Peste' da Idade Média
2 Populares encontram feto em sacola de lixo e acionam Samu
3 Pesquisa diz que violência contra médicos subiu 68% em dez anos
4 Suboficial da Aeronáutica morre após reagir a assalto no Rio
5 Menina que morreu após cair em cânion no RS é velada em Curitiba



















