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Vizinhos dizem que nunca viram nada de errado com mãe de Gael

Moradores da região onde mãe e filho moravam classificaram a mulher como uma pessoa "boa" e "calma"

Paulo Moura - 12/05/2021 12h02 | atualizado em 12/05/2021 12h42

Menino Gael, de apenas 3 anos, teria sido morto pela mãe Foto: Reprodução

Os vizinhos de Andréia Freitas, de 37 anos, acusada de matar o próprio filho, Gael de Freitas Nunes, de 3 anos, mostraram-se chocados e surpresos com o fato de a mãe da criança ser apontada como a autora do crime. De acordo com os moradores da região onde Andréia e Gael moravam, a mulher era conhecida como uma pessoa “boa” e “calma”.

O dono de um pet shop que recebia com frequência a mãe de Gael e a própria criança classificou a tragédia como inacreditável. José Ivanildo Gomes disse nunca ter visto Andréia gritar com o garoto, que afirmou ser um menino “bom” e “muito educado”.

– Ela sempre veio aqui. Nunca vi nada de errado com ela, de verdade. O menino era bom. Trazia o cachorro, falava comigo, muito educado. Ele tem um jeito parecido com meu filho, de 8 anos. Eu nunca a vi gritar com ele. Nunca vi nada de errado [no tratamento]. O Gael era um menino saudável, feliz, nunca o vi amuado. Até agora não caiu a ficha do que aconteceu – afirmou José.

Uma vizinha de prédio de Andréia, que preferiu não se identificar, também se disse chocada com o crime e afirmou que era “difícil acreditar” no que aconteceu no prédio onde mora. Segundo ela, há poucas crianças no edifício onde Gael teria sido morto pela mãe.

– É difícil acreditar. Passei a noite inteira sem dormir – revelou.

Gael estudava em uma creche a cerca de 100 metros do apartamento onde morava. Um comerciante da região disse que via frequentemente a tia-avó dele, Maria Nanete de Freitas, de 73 anos, levar a criança para a unidade de ensino. Na pandemia, porém, deixou de notar a presença dos dois.

– [A família] não era muito de sair, não – resumiu ele, que também pediu para não ser identificado.

Na porta do condomínio onde a criança de 3 anos morava, uma vizinha deixou um vaso de flores em homenagem. O corpo de Gael será transportado de avião para ser enterrado em Prata, município com quatro mil habitantes na Paraíba, onde a família nasceu.

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