Vítima de latrocínio perdeu o pai pelo mesmo tipo de crime em SC
Luciani foi encontrada morta em Major Gercino, na Grande Florianópolis
Kleber Pizão - 17/03/2026 20h03 | atualizado em 18/03/2026 10h44

O latrocínio cometido contra a corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, não foi o primeiro caso na família: o pai dela, Lúcio Almeida Freitas, foi vítima do mesmo tipo de crime e com a mesma idade, em 2004. As informações são da NSC.
De acordo com o irmão de Luciani, Matheus Estivalet, o pai trabalhava em Canoas, no Rio Grande do Sul, e acabou sendo atingido por um tiro durante o roubo do carro de um amigo. O crime, inclusive, foi o motivo pelo qual a família deixou o estado e se mudou para Florianópolis.
Matheus relembra que o pai era muito querido, voluntarioso e deixou esse legado para os filhos.
— Nosso pai foi um exemplo não só para nós, mas também para a comunidade em que vivíamos. (…) Gosto de acreditar que, neste momento, é ele quem a recebe no plano espiritual. Um pai acolhendo sua filha com aquele abraço que atravessa o tempo, a dor e a saudade. Um reencontro de amor, proteção e paz depois de tudo o que aconteceu — descreveu emocionado.
A MORTE DE LUCIANI
Luciani foi encontrada morta e esquartejada no município de Major Gercino, na Grande Florianópolis, em Santa Catarina, na última quarta-feira (11). Ela estava desaparecida desde o dia 4.
A corretora morava sozinha e, por isso, os familiares deram falta de Luciani apenas no dia 6, quando ela não fez contato com a mãe para desejar feliz aniversário. Ao tentar contato, a família foi respondida, mas desconfiou do formato das mensagens e registrou um boletim de ocorrência no dia 9.
O corpo dela foi encontrado a cerca de 100 quilômetros da sua casa. De acordo com as investigações da Polícia Civil, ela teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março, no próprio apartamento, e sido retirada no dia 7, esquartejada e jogada em um rio.
Os principais suspeitos são vizinhos do condomínio em que ela morava na capital catarinense. Diversas compras foram registradas no CPF da vítima; além disso, a dona do residencial onde ela morava foi flagrada com pertences da corretora.
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