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Vítima de falsa adolescente tatuou nome usado pela suspeita

Amanda Maria fingiu ser adolescente com câncer chamada Emily

Thamirys Andrade - 11/06/2026 17h18 | atualizado em 11/06/2026 17h59

Amanda Maria Souza de Oliveira e tatuagem feito por uma das vítimas Foto: Divulgação/PCSC | Reprodução

Uma das vítimas da mulher que se passava por uma adolescente para receber acolhimento tatuou o nome falso da suspeita usado no golpe realizado no Paraná. Enganada, a vítima acreditava estar abrigando uma menina chamada Emily, que sofria de câncer em estágio terminal.

Comovida com a história falsa, a mulher tatuou o nome Emily no pulso, junto do nome dos próprios filhos. Após a descoberta do golpe, ela removeu a tatuagem com laser.

Segundo relato da vítima ao portal G1, ela conheceu Amanda Maria Souza de Oliveira em 2021 em um grupo de oração online.

– Nós tínhamos um grupo de oração na época do Covid-19 e nós nos reuníamos online. Então ela surgiu, dizendo que era uma criança de 13 anos, que estava em fase terminal, e ela queria que nós orássemos para que ela morresse, porque a mãe dela vivia no hospital por conta dela, e ela queria morrer para que a mãe pudesse descansar. Nós ficamos atônitos: como é que uma criança de 13 anos pede para morrer? Então a gente se envolveu nessa história – declarou.

A vítima conta que o golpe durou dez meses e detalhou como a suspeita conquistou sua confiança e afeto.

– Primeiro, ela pede para eu ser madrinha, porque, como ela estava morrendo, ela queria entrar no céu, e, para entrar no céu, ela tinha que ser batizada. Quando a mãe dela morre, ela fala: “Já que a minha mãe morreu, eu posso te chamar de mãe?” – descreveu.

Os integrantes do grupo de oração passaram a desconfiar da história depois que “Emily” começou a pedir dinheiro.

Eles procuraram hospitais nos quais ela relatou ter buscado tratamento e descobriram que não havia registro de internação. A confirmação da farsa veio após uma das integrantes do grupo pedir para conversar com a tia biológica da “Emily”, e notar que era a própria Amanda, agora adotando identidade de adulta. O caso foi registrado em Boletim de Ocorrência em 2022.

Como mostrou o Pleno.News, Amanda foi presa preventivamente no último dia 2 de junho, após um golpe aplicado em Joinville, Santa Catarina, onde ela viveu mais de um ano como filha adotiva de um casal que acreditou em sua história.

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