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Vítima de estupro, menina de 11 anos aborta gêmeos no Piauí

Suspeito do crime é o padrasto de 35 anos. Homem está preso, e criança se recupera bem

Gabriel Mansur - 24/06/2022 15h27 | atualizado em 24/06/2022 15h51

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(Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay

Uma criança de 11 anos, grávida de 12 semanas de gêmeos, realizou um aborto na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, no Piauí. De acordo com a Polícia Civil, a menina foi vítima de estupro, cometido supostamente pelo padrasto, de 35 anos. A menina se recupera bem após o procedimento.

O Ministério Público já ofereceu à Justiça a denúncia contra o suspeito. O homem foi preso em Tanque do Piauí, a 240 quilômetros da capital piauiense, onde os abusos teriam acontecido.

Segundo o promotor de Justiça, José William, o procedimento de aborto aconteceu após recomendações médicas e psicológicas para a interrupção da gravidez. A menina agora passará por um acompanhamento psicológico.

– A recuperação está sendo tranquila. Do ponto de vista médico, está tudo bem. O complicado nesses casos é do ponto de vista psicológico, mas ela está sendo acompanhada pelo Conselho Tutelar e por psicólogos para passar por esse caso – explicou o promotor.

A vítima procurou o hospital no dia 6 de junho, quando foi aberto um protocolo no Serviço de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Sexual (Samvvis), que funciona na própria maternidade, para interromper a gravidez. A autorização saiu nesta quinta-feira (23). O caso é acompanhado pelo Conselho Tutelar de Tanque do Piauí.

Segundo o promotor, os 18 dias de intervalo entre o dia que a menina deu entrada no Samvvis e o momento da realização do aborto, tornam-se necessários para que se cumpram todas as etapas legais e importantes em situações do tipo.

– É algo muito delicado, não é sempre igual que esses casos acontecem. Veja, em muitos casos, na minha experiência como promotor, nós vemos situações em que as vítimas decidem seguir com a gestação. O aborto não é obrigatório. Então esse tempo não é uma demora, mas sim o cumprimento de fases para que não haja arrependimentos nem revitimização das mulheres – destacou.

ESTUPRO E AMEAÇAS
O delegado Felipe Andrade, responsável pela investigação, informou que o suspeito estava com a mãe da criança havia um ano. Ele aproveitava a ausência da companheira para abusar da menina.

– Ele ameaçava a vítima para que ela não contasse dos abusos. A mãe, ao descobrir a gravidez da filha, questionou o companheiro, ele confirmou o estupro e ainda a ameaçou. A própria mãe procurou o Conselho Tutelar, que acionou a polícia sobre o caso – contou.

Exames feitos na vítima comprovaram a conjunção carnal. A Polícia Civil, portanto, indiciou o padrasto pelo estupro de vulnerável. Diante das provas, a Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito, que foi cumprida no dia 4 de junho, em Tanque do Piauí. Ele encontra-se preso na Cadeia Pública de Altos.

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