Irmã de jogador morto faz oração comovente em enterro

Dyogo Costa Xavier Brito, de 16 anos, estava indo treinar quando foi baleado

Pleno.News - 13/08/2019 21h41

Dyogo Costa é enterrado sob forte comoção Foto: Agência O Globo/Marcelo Theobald

O enterro do jogador de futebol Dyogo Costa Xavier Brito, de 16 anos, morto durante uma operação policial em Niterói, no Rio de Janeiro, foi marcado pela emoção e tristeza. Um dos momentos mais comoventes foi quando sua irmã de 7 anos, a pequena Sofia, fez uma oração sobre o caixão do irmão mais velho.

– Deus, que cada pessoa que esteja aqui sempre viva bem, que não perca ninguém assim desse jeito. Sempre quando alguém estiver assim bem triste, pega as suas mãozinhas e lava o coração dele. Deus, abençoe quem está aqui e que todos sejam do bem e não sejam do mal, para que não façam coisa errada – clamou a menina aos prantos, levando os presentes às lágrimas.

Dyogo estava saindo da comunidade da Grota, onde mora, para treinar em Edson Passos, no município de Nova Iguaçu. Ela jogava na categoria sub-17 do América Futebol Clube.

De acordo com o avô do rapaz, que o socorreu assim que ele foi alvejado, Dyogo levava na mochila apenas as chuteiras, roupas e dinheiro para conseguir se manter longe de casa. Ele afirma que um policial foi quem atirou em seu neto.

– O policial que atirou em meu neto disse que o garoto era traficante. Só que eu não queria saber dele. Eu queria socorrer meu neto. Eu falei pra ele: ‘Caramba, meu neto não é traficante. Meu neto estava indo para Edson Passos, para o América (Futebol Clube) jogar. Dentro da mochila dele deve ter uma chuteira e uma sandália. Mas já era. Já foi – afirmou o avô.

A avó de Dyogo também afirmou que testemunhas lhe contaram que o neto se identificou para o policial antes de ser baleado.

– Ele falou: ‘Sou jogador de futebol, estou indo para o treino lá no Rio. Sou do América’. O cara mandou virar e, quando ele virou, o cara deu um tiro com o fuzil nas costas dele. Pior que não apareceu a chuteira, não apareceu a roupinha dele, a mochilinha dele, nada. Não deixaram o avô dele chegar perto – disse a senhora.

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